Demasiado humano: por que o Fita Floripa é um dos melhores festivais de teatro de Florianópolis - Diversão & Estilo - O Sol Diário

Formas Animadas26/05/2017 | 18h50Atualizada em 26/05/2017 | 18h50

Demasiado humano: por que o Fita Floripa é um dos melhores festivais de teatro de Florianópolis

11º Festival Internacional de Teatro de Formas Animadas termina neste sábado em Florianópolis

Demasiado humano: por que o Fita Floripa é um dos melhores festivais de teatro de Florianópolis Cachiporra Artes Cênicas/Divulgação
Cena de "Sopa", da cia uruguaia Cachiporra Foto: Cachiporra Artes Cênicas / Divulgação

Um padre que obriga um menino negro escravo a limpar e o proíbe de aprender a tocar o sino, porque quem faz isso vai para o inferno; um senhor que proíbe qualquer pessoa de permanecer em sua propriedade, sob ameaça de morte, apenas porque é o dono da terra. Por que algumas pessoas tentam se impor às custas do poder que eventualmente possuem? Essa pergunta norteia o espetáculo Sopa, da brilhante e histórica companhia uruguaia Cachiporra Artes Escénicas, que esteve em cartaz na última quinta-feira em Florianópolis na programação do Fita Floripa 2017.

Cinco breves histórias contadas por meio de manipulação de bonecos e sombras levaram crianças e adultos às gargalhadas, sim, mas a ironia tocou fundo na ferida da estupidez humana.

Com tantas brutalidades na vida real, não é difícil entender a razão de um evento como o Festival Internacional de Teatro de Formas Animadas, o Fita, ser tão importante. Parece que o ser humano está tão distante de um ideal de valores morais como honestidade e solidariedade que bonecos parecem mais próximos disso, ainda que à custa do deboche. Não à toa, o Teatro da UFSC ficou pequeno para a plateia na noite de quinta e a produção precisou fazer uma apresentação extra. 

Com 11 edições, o Fita é um dos festivais de artes cênicas mais interessantes de Florianópolis e é fundamental para a popularização desse gênero teatral, tão antigo quanto o próprio fazer teatro. A cada ano, traz a Santa Catarina companhias consagradas no mundo e mostra a potência dos grupos locais, que aos poucos estão voltando a valorizar a manipulação de objetos, bonecos e sombras como expressão dramática.

O festival termina neste sábado, dia 27, com a peça holandesa Blind, da Duda Paiva Company, no Teatro Ademir Rosa. Trata-se de outra montagem que explora com poesia a dureza do existir. Utiliza a técnica de animação à vista para contar a história de um homem que se torna cego e perde o senso de si. O roteiro é baseado na experiência de cegueira temporária do próprio dançarino e bonequeiro quando criança.

Foto: Patrick Argirakis / Divulgação

Agende-se
O quê: FITA – Festival Internacional de Teatro de Animação
Quando: até 27 de maio
Onde: Florianópolis, Balneário Camboriú, Biguaçu, Joinville, São José e Siderópolis
Quanto: a maioria dos espetáculos tem entrada gratuita. Algumas peças no CIC e TAC, na Capital, custam R$ 20 e R$ 10 (meia)

Leia mais:
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