Música dialética e experimental: orquestras Manancial Alvorada e Tao se encontram no Teatro do CIC - Diversão & Estilo - O Sol Diário

World music16/05/2017 | 03h00Atualizada em 17/05/2017 | 14h03

Música dialética e experimental: orquestras Manancial Alvorada e Tao se encontram no Teatro do CIC

As duas jovens orquestras da Capital reúnem alguns dos principais instrumentistas da cidade. Desenvolvem um trabalho autoral e de fusão de estilos

Música dialética e experimental: orquestras Manancial Alvorada e Tao se encontram no Teatro do CIC Divulgação/Divulgação
De cima para baixo: Tao Orquestra e Orquestra Manancial da Alvorada Foto: Divulgação / Divulgação

Seguindo o princípio da filosofia chinesa yin yang, de que há dualidade em tudo no universo, duas jovens orquestras que reúnem alguns dos melhores instrumentistas da Capital se encontram em show inédito na quarta-feira, dia 17. Como forças opostas e complementares, a Orquestra Manancial da Alvorada (OQMA) e a Tao Orquestra apresentarão no palco do Teatro Ademir Rosa (CIC) um espetáculo de música experimental e instrumentação primorosa.

Os dois grupos trabalham com fusão e falam do mesmo mundo. Enquanto a Tao passeia por diferentes sonoridades, às vezes com calmaria, noutras com tensão, a Manancial da Alvorada toca no distúrbio, como uma matemática que não ignora a parte difícil da existência, mas que não é a palavra final.

Com dois anos de trajetória, a OQMA é formada por oito pessoas no núcleo principal, além de cantores e instrumentistas convidados. São músicos oriundos de diferentes lugares da música: o sopro do jazz, a percussão da música africana, a gaita do estilo sertanejo. Sem contar as passagens pela música clássica, moderna e eslava do regente e compositor Julian Brzozowski, 25 anos.

Sobrevivência, simbiose e biodiversidade são palavras que norteiam conceitualmente a banda, justamente porque o que ela propõe é a combinação de sons de todas as partes do mundo.

– Chamamos de "world music vira-lata", porque tem um estudo de músicas de diferentes etnias, só que de um jeito mais desgarrado — diz Brzozowski.

O trabalho da OQMA não é só instrumental. Algumas músicas têm letra e a voz, no caso, é pensada como mais um instrumento.

— São letras com abordagem social e política e tom dialético. A ideia é expor mesmo uma tensão, expor o grotesco e o sublime — salienta o compositor.

O grupo é formado por Daniel Postal (guitarra, sintetizador, voz), Charles Kobarg (gaita, voz), Fabio Cadore (djembe, dununs), Gabriel Dutra (bateria, sintetizador), Julian Brzozowski (saxofone, tenor, sintetizador, violão e voz), Leonardo Schmidt (guitarra, sangban), Paulo Zanetti (saxofone soprano, clarone) e Rafael Pfleger (baixo, produção/mixagem). Para o show de quarta, terá a participação dos cantores Dandara Manoela, Addia Furtado, Jacqueline Marissol Mwaba, Gloire Eolnedi Ilonde e Mohamed Abraham Builo Michel.

 Tradições do oriente e do ocidente

A Tao Orquestra é um septeto formado há dois anos e meio com alguns dos principais instrumentistas de Santa Catarina, entre eles Tiê Pereira e Alexandre Damaria. Desenvolve música instrumental autoral e de fusão. Assim como a OQMA, bebe de diferentes fontes sonoras trazidas por cada um dos integrantes.

Conta com naipes de cada das famílias instrumentais: sopros, cordas e percussão. A principal característica é o fato de as apresentações não terem temas e pausas. É um continuum sonoro:

— Buscamos ser contínuos. O espetáculo começa e segue sem pausas, como um passeio por variadas paisagens musicais. E nesse passeio existem diminuições e calmaria, noutras vezes acréscimo e tensões — diz o músico Ivan Vendemiatti (bansuri e didgeridoo), que vem da música brasileira e música clássica indiana.

A Tao é formada também por Fábio Mello (sax e flautas), Eduardo Vidili (bateria e percussão), Alexandre Damaria (percussões), Juliana Schmidt (violino), Tiê Pereira (contrabaixo) e Larissa Galvão (piano e flauta).

AGENDE-SE

O quê: P
equenas Orquestras, Grandes Encontros: Manancial da Alvorada e Tao Orquestra
Quando: amanhã, às 20h30min
Onde: Teatro Ademir Rosa, no CIC (Av. Irineu Bornhausen, 5.600, Agronômica, Florianópolis)
Quanto: R$ 30 / R$ 15 (meia)
Informações: (48) 3664-2628 (bilheteria)

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