Galeria de Artes da Câmara Municipal de Florianópolis vai se transformar em almoxarifado - Diversão & Estilo - O Sol Diário

Exposições06/06/2017 | 11h10Atualizada em 06/06/2017 | 18h03

Galeria de Artes da Câmara Municipal de Florianópolis vai se transformar em almoxarifado

Espaço expositivo ocupava o andar térreo do prédio do Centro da Capital. Batizada Martinho de Haro, a galeria será realocada em espaço contíguo ao Plenário

Galeria de Artes da Câmara Municipal de Florianópolis vai se transformar em almoxarifado Câmara Municipal de Florianópolis/Reprodução
Exposição do artista Bruno Barbi em janeiro de 2016 Foto: Câmara Municipal de Florianópolis / Reprodução

Inaugurada em 2006, a Galeria de Artes Martinho de Haro, localizada no térreo da Câmara Municipal de Florianópolis, no Centro, está fechada e será realocada para um lugar menor. O espaço —  que nem mesmo os recepcionistas do prédio sabiam da existência — será transformado em almoxarifado. Desde janeiro, o prédio do legislativo municipal passa por readequações para comportar todos os 332 servidores, além de arquivos e documentos acomodados em outro imóvel.

A presidência da Câmara optou por deixar de alugar um imóvel no Centro — um andar no edifício Cecomtur, na Rua Arcipreste Paiva — e economizar R$ 43,4 mil por mês de aluguel e condomínio. Com isso, até o dia 15 de julho, os 40 servidores que atuam em áreas como Departamento de Patrimônio, Financeiro, Almoxarifado e Recursos Humanos, entre outros, mudarão para a sede própria, na Rua Anita Garibaldi.

A diretoria de comunicação da Câmara informou que a galeria de arte será realocada em espaço contíguo ao Plenário.

"Novo layout está sendo estudado para abrir a galeria, que deve estar novamente instalada até o final do mês de agosto deste ano. A Galeira de Arte foi criada em 2006 e desde então recebeu diversas exposições de artistas locais, tanto reconhecidos como anônimos", comunicou a nota.

Barata morta na galeria

O artista Bruno Barbi foi um dos últimos a expor na Galeria Martinho de Haro, em janeiro do ano passado. Ele conta que quando conheceu o espaço, viu uma barata morta no chão. Passados 15 dias, a barata continuava lá. Reparou no abandono da galeria e no fato de que nem mesmo a recepcionista sabia que ali dentro do prédio existia um lugar para exposições de arte — aliás, quem ligar para a Câmara e perguntar pela galeria, a recepção não saberá responder.

— É um espaço bonito, apropriado e esquecido. Quando expus, fui atrás de contatos lá dentro para poder montar a mostra. Minha arte tem um apelo social e por isso teve repercussão grande, inclusive dentro da própria Câmara — diz.  

O artista continua:

— Para cumprir o protocolo, vão realocar para um espaço menor. Só mostra como a cultura é esquecida pelo poder público.

Até a manhã de terça, a diretoria de comunicação não havia informado o número de exposições realizadas no local até hoje, nem quando foi a última.

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