Pesquisadores do Rio de Janeiro descobrem estratégia para conter Alzheimer em camundongos - Diversão & Estilo - O Sol Diário

Neurociência14/06/2017 | 17h00Atualizada em 14/06/2017 | 17h27

Pesquisadores do Rio de Janeiro descobrem estratégia para conter Alzheimer em camundongos

Cientistas restabeleceram, nos animais, comunicação de sinais nervosos interrompida pela doença

Pesquisadores do Rio de Janeiro descobrem estratégia para conter Alzheimer em camundongos Naeblys-Shutterstock/Reprodução
Foto: Naeblys-Shutterstock / Reprodução

Usando camundongos, pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) conseguiram deter o maior problema ocasionado pela doença de Alzheimer: a perda das funções do cérebro. Reportagem do jornal O Globo mostra que os cientistas restabeleceram a comunicação de sinais nervosos interrompida pela doença, restaurando a memória.

Desta vez, o grupo de pesquisadores se debruçou sobre os astrócitos, um tipo de célula responsável pelas mensagens químicas do cérebro. A descoberta lançou luz sobre um defeito nessas estruturas provocado pela presença de compostos inflamatórios chamados oligômeros. Após o ataque desses compostos, os astrócitos passam a produzir menos TGF-b1, substância fundamental para a comunicação dos sinais nervosos.

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Diante do achado, os cientistas injetaram a substância nos camundongos, fazendo com que a memória fosse restabelecida.

— O que descobrimos não significa a cura, mas uma estratégia para conter o avanço da doença. Também pode ser um indicador do Alzheimer, quando as perdas de função cognitiva ainda não são evidentes — disse ao jornal O Globo a coordenadora do estudo, Flavia Alcântara Gomes, do Instituto de Ciências Biomédicas da UFRJ.

Flavia também destacou que os níveis de TGF-b1 eram baixíssimos em animais que servem de modelo para a doença, sinalizando um biomarcador importante para o diagnóstico precoce do Alzheimer. Além disso, a pesquisadora afirmou que a substância é bem conhecida e pode ser sintetizada.

Publicado no Journal of Neuroscience, o estudo contou também com os pesquisadores do Instituto de Bioquímica da UFRJ Sérgio Ferreira e Fernanda De Felice. 

 

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