Veja a programação da Mostra de Cinema Feminista, que vai até domingo em Florianópolis - Diversão & Estilo - O Sol Diário

Agende-se20/07/2017 | 11h35Atualizada em 20/07/2017 | 11h41

Veja a programação da Mostra de Cinema Feminista, que vai até domingo em Florianópolis

Evento gratuito terá quinze filmes dirigidos por mulheres, entre curtas e longas

Veja a programação da Mostra de Cinema Feminista, que vai até domingo em Florianópolis Arquivo Pessoal/Divulgação
Antonieta, filme de Flávia Person sobre Antonieta de Barros, é um dos destaques da Mostra Foto: Arquivo Pessoal / Divulgação

De quinta-feira (20) a domingo, Florianópolis recebe sua versão da Mostra de Cinema Feminista, evento que aconteceu em Belo Horizonte em março e que agora chega à Capital por meio das cineastas Marcia Paraiso e Flávia Person, de Santa Catarina. Por aqui, a mostra vai apresentar quinze filmes dirigidos por mulheres, entre curtas e longas, sempre às 20h, no cinema do CIC. 

Criado pela Coletiva Malva - formada por quatro mulheres (Letícia Souza, Rita Boechat, Mirela Persichini e Daniela Pimentel) que atuam em áreas distintas mas correlacionadas ao cinema, a Mostra de Cinema Feminista tem a missão de dar visibilidade às produções cinematográficas realizadas por mulheres. A escolha dos filmes participantes leva em conta as diversidades e interseccionalidades. 

Os filmes são reunidos por temas. No sábado, por exemplo, serão exibidas quatro obras sobre o feminismo negro. Entre os destaques da programação do evento em Florianópolis estão os filmes catarinenses Lua em Sagitário, de Marcia Paraiso, e Antonieta, de Flavia Person. 

Veja a programação completa:

20/07 - 20h
Sessão A mulher e a cidade

Filhas da Síria, de Stheffany Fernanda - documentário
O curta-metragem narra a história de três mulheres sírias depois da guerra e sua adaptação em um país novo com uma cultura diferente.

Ocupação Hotel Cambridge, de Andrea Mendonça
O curta retrata o funcionamento do movimento de moradia sem teto do Centro da cidade de São Paulo, Frente de Luta Por Moradia (FLM), por meio do cotidiano dos moradores da Ocupação Hotel Cambridge. Andrea Mendonça levou o prêmio de Melhor Direção do FAM 2017, que ocorreu em junho, em Florianópolis. 

O Mais Barulhento Silêncio, de Marcela Moreno
Um filme-ensaio composto por quatro relatos de mulheres que foram estupradas por seus parceiros íntimos, homens que elas conheciam. Em um cenário alegórico, elas compartilham suas memórias mais íntimas e dolorosas e refletem sobre o que é ser mulher neste mundo. Este mundo é feito para nós?

Precisamos Falar do Assédio, de Paula Sacchetta
Na semana da mulher, uma van-estúdio parou em nove locais em São Paulo e no Rio de Janeiro. O objetivo era coletar depoimentos de mulheres vítimas de qualquer tipo de assédio. Ao todo, 140 decidiram falar. São relatos de mulheres de 15 a 84 anos, de zonas nobres ou periferias das duas cidades, com diferenças e semelhanças na violência que acontece todos os dias e pode se dar dentro de casa, em um beco escuro ou no meio da rua, à luz do dia. O filme traz uma amostra significativa, 26 deles. Nos depoimentos puros, sem qualquer tipo de interlocução, acompanhamos um desabafo, um momento íntimo ou a oportunidade de falarem daquilo pela primeira vez.

21/07 - 20h
Sessão Sexualidades

Diva, de Clara Bastos
Camila se aproxima das drag queens que habitam a pensão de Bella. 

Na Esquina da Minha Rua Favorita com a Tua, de Alice Name-Bomtempo
Helena foi ao cinema e conheceu Tainá. Tudo que aconteceu depois foi só um quase e, por algum motivo, não foi. Ou talvez tenha sido.

Arrasa, manx!, de Sofia Amaral
Um retrato da juventude LGBT da periferia de São Paulo. Através das personagens Jasmyn e Edy vamos saber o que essa galera empoderada pensa sobre família, trabalho, preconceito e amor, como lidam com as tretas do cotidiano, e o que sonham para o futuro.

Prepara!, de Muriel Alves
A história da primeira turma de um curso pré-vestibular voltado para travestis e transexuais narrada através de saltos altos, apliques, canetas, cadernos, preconceitos e sonhos.

Avesso, de Julia Morais
As memórias de Teresa nos permitem adentrar no universo underground de Salvador. As suas experiências retratam uma face da juventude da cidade mais negra fora de África e a forma como se apropriam da estética ousada do afropunk. Cercada de pessoas engajadas a romperem os padrões normativos da sociedade, a vida de Teresa permeia temas como gênero, sexualidade, diversidade, raça e empoderamento.

22/07 - 20h
Sessão Feminismo negro

Antonieta, de Flávia Person
Um documentário sobre Antonieta de Barros (1901-1952), mulher, negra, professora, cronista, feminista e em 1935 se tornou a primeira negra a assumir um mandato popular no país.

Dandaras: a Força da Mulher Quilombola, de Anna Carolina Fernandes e Amaralina Fernandes
Apresenta as histórias de cinco lideranças quilombolas do Estado de Minas Gerais e suas trajetórias de engajamento.

Lúcida, de Caroline Neves e Fabio Rodrigo
Mas eu nem sei se ela tem alguma coisa pra cozinhar, porque ela não me fala.

Do que aprendi com minhas mais velhas, de Susan Kalik e Fernanda Júlia
Documentário sobre a fé no Candomblé e como ela é transmitida de geração em geração. Um filme em que mulheres importantes no Candomblé da Bahia falam como aprenderam com seus mais velhos e como ensinam seus mais jovens. Um filme sobre tradição, amor e religiosidade.

Filme catarinense Lua em Sagitário Foto: Lua em Sagitário / Divulgação

23/07 - 20h
Sessão Astros

Um andar sobre o mar, de Cris Ventura
Nosso corpo é nosso mar. Tudo sai e tudo retorna a ele. Nossos corpos são águas em movimento, estado transitório, ambivalente, de incertezas e de escolhas. Espaço primordial que a mente habita, que guarda em si a vida e a morte, a comunhão e a solidão.

Lua em Sagitário, de Marcia Paraiso
Ana tem 17 anos e vive em uma pequena cidade na fronteira do Brasil com a Argentina, um lugar sem sinal de celular, sem internet banda larga e sem opções de lazer. Seu refúgio é "A Caverna", um misto de lanhouse e sebo de livros e discos, tocada pelo misterioso argentino LP. É lá que Ana conhece e se apaixona por Murilo, que nasceu e cresceu em um assentamento da reforma agrária. Esse amor proibido a faz fugir na aventura de cruzar o estado de moto para participar de um festival musical.

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