Aurora, de Chapecó, transforma os dejetos dos suínos em biogás - Economia - O Sol Diário
 
 

 
 

Melhores práticas13/08/2013 | 20h32

Aurora, de Chapecó, transforma os dejetos dos suínos em biogás

São produzidos 20 mil quilos de gás por mês, o que representa 70% do consumo da unidade

Aurora, de Chapecó, transforma os dejetos dos suínos em biogás Sirli Freitas/Agencia RBS
Além de não poluir, o projeto substitui uma energia fóssil, afirma a engenheira sanitarista Luciana Breda. Foto: Sirli Freitas / Agencia RBS

O descarte dos dejetos suínos sempre foi problema para os produtores, principalmente no Oeste catarinense, por causa da dificuldade em dar um destino seguro ao material. Mas para a empresa Aurora a questão está resolvida e ainda gera economia. Biodigestores transformam os resíduos em gás, que é utilizado para retirar o resto de pelos de suínos no frigorífico.

Desde 2007 a fábrica de Chapecó instalou os equipamentos nas duas granjas de suínos que possui na cidade. O gás produzido pelos 5 mil animais é canalizado e levado à unidade frigorífica situada no bairro Efapi, que abate 4,5 mil suínos por dia. Da fermentação do estrume são produzidos 20 mil quilos de gás por mês, o que representa 70% do consumo da unidade.

De acordo com a engenheira sanitarista Luciana Frassetto de Campos Breda, da Aurora, além da economia no frigorífico, a iniciativa melhorou o ambiente de trabalho para os funcionários da granja, com a redução do cheiro e das moscas.

— Eliminamos um problema e reduzimos o custo do gás — destaca a engenheira.

Ela lembra que, além de não poluir, o projeto substitui uma energia fóssil – o GLP (popular gás de cozinha) – pelo biogás, que é renovável. A iniciativa conquistou o 15º Prêmio Expressão de Ecologia, em 2007, pela redução de gases que causam o efeito estufa na atmosfera.

Mais investimentos nos próximos anos

Santa Catarina está numa posição privilegiada quando o assunto é produção de carne suína, segundo o diretor-executivo do Sindicato das Indústrias de Carnes e Derivados de Santa Catarina (Sindicarne), Ricardo Gouvêa. Segundo ele, o Estado é o maior produtor e exportador do Brasil.

— Este status vai garantir mais investimentos nos próximos anos. Por exemplo, só o animal nascido e crescido aqui é aceito no Japão — destaca.

O crescimento será acompanhado por projetos de tecnologia e soluções que reduzam os gastos de recursos naturais, como é o caso da Aurora, que transforma dejetos em biogás.
O Sindicarne é responsável por cinco empresas do Estado, que representam 90% da produção de SC. Ligada a elas está uma rede de 8 mil propriedades de suinocultura e 11 mil de criação de aves. Em 2012, SC exportou 180 mil toneladas de carne suína.

DIÁRIO CATARINENSE

 

Mais sobre

O Sol Diário
Busca