Câmara de Itajaí investiga nomeação de cunhado de vereador - Economia - O Sol Diário

Política21/07/2015 | 07h06Atualizada em 21/07/2015 | 11h47

Câmara de Itajaí investiga nomeação de cunhado de vereador

Assessor de Calinho Mecânico (PP) foi exonerado no começo do mês

Câmara de Itajaí investiga nomeação de cunhado de vereador Marcos Porto/Agencia RBS
Investigação deve ser concluída em agosto, após recesso parlamentar Foto: Marcos Porto / Agencia RBS

A Câmara de Vereadores de Itajaí abriu inquérito para averiguar se um assessor do parlamentar Carlos Augusto da Rosa, o Calinho Mecânico (PP), é cunhado dele. A contratação de familiares para cargos na administração pública é considerada prática de nepotismo. Almir da Silva trabalhou no gabinete do vereador entre fevereiro de 2013 e julho deste ano. Ele iniciou recebendo um salário de R$ 3.592,06 e saiu com um vencimento de R$ 4.614,30.

O presidente do Legislativo, Luiz Carlos Pissetti, afirma que Calinho solicitou a exoneração de Silva no início do mês, sem apresentar justificativa: 

— Uns 15 dias depois é que surgiu a história de que Silva seria cunhado dele (Calinho). Na ocasião o vereador disse que ele era seu concunhado.

Nesta segunda-feira à tarde, o vereador confirmou por telefone que Silva é seu cunhado. A reportagem também teve acesso às certidões de casamento do vereador e do ex-assessor parlamentar. Nos documentos, o nome dos pais da mulher do vereador e de Silva são os mesmos. 

— Ele é meu cunhado. Na época pensei que poderia colocar, não entendo sobre isso. Vou ter que responder, já procurei a minha assessoria jurídica e vou me defender. Vamos ver no que vai dar — disse Calinho.

Pissetti pediu que a sindicância ouça o vereador e entrou em contato com cartórios da cidade para solicitar os documentos de Calinho e Silva e esclarecer o caso. O presidente da casa acredita que a investigação só será concluída em agosto, depois do recesso parlamentar.

Ele explica que caso seja comprovada a irregularidade, será solicitada abertura de processo na comissão de Legislação e Ética da Câmara. A punição máxima seria a perda do cargo pelo vereador. O ex-assessor pode responder a processo por falsidade ideológica. 

— Este senhor assinou um documento dizendo que não era parente do vereador quando foi contratado em 2013 — lembra.

Contraponto
A reportagem de O Sol Diário procurou o ex-assessor parlamentar Almir Silva, mas até a publicação desta matéria ele não respondeu ao contato.

>> Confira os documentos



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