Dilma mantém direitos políticos com apoio de dez peemedebistas - Economia - O Sol Diário

Impeachment31/08/2016 | 17h24Atualizada em 31/08/2016 | 18h45

Dilma mantém direitos políticos com apoio de dez peemedebistas

No total, 19 senadores votaram pelo afastamento da petista, mas também pela manutenção dos seus direitos políticos

Dilma mantém direitos políticos com apoio de dez peemedebistas mateus Bruxel/Agencia RBS
Foto: mateus Bruxel / Agencia RBS

Foi graças à alteração no voto de 19 senadores — entre eles, dez peemedebistas — que, mesmo cassada, a ex-presidente Dilma Rousseff conseguiu manter seus direitos políticos. Dessa forma, a petista poderá exercer qualquer função pública, ao contrário do que ocorreu com o ex-presidente e hoje senador Fernando Collor de Mello (PTB-AL), que ficou inelegível por oito anos.

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, que presidiu a sessão de julgamento, atendeu a um pedido de destaque apresentado pela bancada do PT. A votação do impeachment, então, acabou sendo desmembrada.

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Na primeira parte, os senadores decidiram sobre a perda do mandato de Dilma. O placar foi de 61 votos a favor e 20 contra. Na segunda etapa, os parlamentares trataram dos direitos políticos da petista. Dos 81 senadores, 36 votaram a favor de Dilma e três se abstiveram. Ambas as votações exigiam quórum qualificado de dois terços para aprovação (pelo menos 54 votos).

Dos 19 senadores que votaram pela manutenção dos direitos e pelo afastamento de Dilma da presidência, dez são do PMDB, três do PR, dois do PDT, dois do PSB, um do PPS e um do DEM. Entre os senadores que suavizaram a pena de Dilma, constam dois ex-ministros da petista, os peemedebistas Edison Lobão e Eduardo Braga, e o presidente do Senado, Renan Calheiros.

A decisão provocou um racha na base aliada do presidente Michel Temer. Parlamentares do PSDB e DEM acusam o PMDB de ter feito um acordo para livrar Dilma e amenizar a sua pena por crime de responsabilidade. O líder do DEM, Ronaldo Caiado disse que vai recorrer da decisão na Justiça.

— O que aconteceu hoje foi algo inédito, foi uma manobra constitucional. Daqui a pouco Dilma vai virar presidente da Petrobras. Vai virar ministra de Estado? Isso é inadmissível. Vamos recorrer ao Supremo.

Segundo Caiado, a questão de ordem que possibilitou o fatiamento da pena jamais poderia ter sido aceita por Lewandowski.

— Houve um acordo entre PMDB e PT que nos preocupa.

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Quem votou sim para cassação e não para inelegibilidade de Dilma Rousseff:

- Acir Gurgacz (PDT-RO)

- Antonio C Valadares (PSB-SE)

- Cidinho Santos (PR-MT)

- Cristovam Buarque (PPS-DF)

- Edison Lobão (PMDB-MA)

- Eduardo Braga (PMDB-AM)

- Hélio José (PMDB-DF)

- Jader Barbalho (PMDB-PA)

- João Alberto Souza (PMDB-MA)

- Raimundo Lira (PMDB-PB)

- Renan Calheiros (PMDB-AL)

- Roberto Rocha (PSB-MA)

- Rose de Freitas (PMDB-ES)

- Telmário Mota (PDT-RR)

- Vicentinho Alves (PR-TO)

- Wellington Fagundes (PR-MT)

Quem votou sim para cassação e se absteve na votação pela inelegibilidade:

- Eunício Oliveira (PMDB-CE)

- Maria do Carmo Alves (DEM-SE)

- Valdir Raupp (PMDB-RO)


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