O que o eleitor não quer ver na propaganda eleitoral: promessas - Economia - O Sol Diário

Eleições 201626/08/2016 | 07h33

O que o eleitor não quer ver na propaganda eleitoral: promessas

A nova propaganda eleitoral na televisão e no rádio começa hoje, com menos tempo e dinheiro. Os eleitores dizem estar cansados da velha fórmula. Para saber o que o eleitor quer ver e o que ele não pretende acompanhar nesta campanha, o Santa foi às ruas e conversou com a população

Dois substantivos, duas palavras que são as primeiras expressadas pelos eleitores quando se fala em propaganda política: mentira e promessa. “Não aguento mais mentiras, perdem tempo falando e não fazem nada”, diz a babá de 22 anos. “De promessa a gente já tá até o pescoço”, completa o motorista de 59.

Dos que já votaram tantas vezes aos que estão nas primeiras idas às urnas, o sentimento parece ser o mesmo. Cansaço com a forma de fazer campanha, de fazer política, de buscar votos. O resultado? Um ceticismo visível, uma risada sem jeito de quem não coloca fé alguma no horário político e desliga a televisão quando ele começa.

::: O que o eleitor quer ver na propaganda eleitoral: o caminho da realização

A impressão que o eleitor blumenauense diz ter é de só ver os candidatos em época de campanha. Que as promessas feitas na televisão e no rádio não duram meses e os bairros são lembrados só com a proximidade da urna. Além disso, listar feitos anteriores parece não surtir tanto efeito na hora de convencer alguém.

— Quero menos promessas. Eles têm que parar de ficar só falando “fiz aquilo, fiz tal coisa”. Deixar de repetir só o que fez. Tem que inovar – avalia o segurança Rodrigo Schneider, 31 anos.

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Na avaliação do professor e doutor em Sociologia Política Flávio Ramos, era esperado que a descrença do cidadão com a política institucional aumentasse. Ele considera o distanciamento entre candidatos e eleitor grande.

— Aparentemente, os candidatos ainda não perceberam tal fato e insistem nas formas tradicionais de fazer campanhas. Bandeiras pelas ruas com militância paga, santinhos, discursos sem conteúdo programático, etc. Enfim, o eleitor aguarda algo mais criativo e propositivo.

O movimento é visível nas ruas, de pessoas que assumem que não gostam de horário eleitoral e já pensam em não votar este ano. Américo Ribeiro, estampador de 51 anos, diz que sempre odiou propaganda política e não faz questão de assistir. Adriana Tamasia, professora de 35 anos, afirma que já não acredita mais nos pactos firmados pelos candidatos e quer ver mais ações concretas.

Em meio à crise política  que atinge o país, promessas em vão não parecem conquistar tantos votos quanto antigamente, e garantir o número digitado na urna já não é mais o único desafio, mas sim fazer o eleitor sair de casa e tomar partido.

JORNAL DE SANTA CATARINA

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