Candidatos a prefeito de Blumenau já arrecadaram R$ 375 mil - Economia - O Sol Diário

Muito além de vestir a camisa10/09/2016 | 07h03

Candidatos a prefeito de Blumenau já arrecadaram R$ 375 mil

Prestação de contas parcial dos candidatos a prefeito de Blumenau mostra que maioria das doações vem dos próprios concorrentes

Quem estava acostumado com as tradicionais placas e bandeiraços já percebeu que a campanha eleitoral deste ano está mais discreta. O sentimento se deve às restrições criadas na minirreforma eleitoral do ano passado, mas também aos orçamentos das candidaturas, que estão mais limitados. Sem poder receber aportes de empresas, os partidos também ainda não conseguiram fazer decolar as doações de pessoas físicas.

Com isso, os cinco candidatos a prefeito de Blumenau precisaram vestir a camisa e colocar a mão no bolso. Além disso, tiveram que recorrer aos partidos, aliados e companheiros mais próximos para alavancar o caixa da campanha. té as 15h de sexta-feira, segundo o DivulgaCand, sistema do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), os cinco concorrentes de Blumenau haviam arrecadado juntos R$ 375,3 mil. O valor equivale a 9,7% dos R$ 3,8 milhões, limite máximo de gastos no primeiro turno de todos eles somados. As candidaturas de Napoleão Bernardes (PSDB) – R$ 139,9 mil – e Jean Kuhlmann (PSD) – R$ 110,5 mil –, foram as que mais receberam. Já a de Ivan Naatz (PDT), com R$ 18 mil, é a com menor arrecadação (Colaborou Victor Pereira).


Arnaldo Zimmermann (PCdoB)

Pouco mais de um terço das doações da candidatura de Arnaldo Zimmermann (PCdoB) veio do próprio candidato – R$ 11 mil dos R$ 32,1 mil arrecadados até sexta-feira. Ainda assim, foi o concorrente com a menor participação percentual no total. Os demais valores vieram de oito doadores que, segundo Zimmermann, são familiares do postulante a vice, João Luiz Bernardes (PCdoB), e membros do partido e da coordenação da campanha. Segundo o candidato, a logística para arrecadar valores de eleitores mais distantes é muito grande para os valores oferecidos, em geral pequenos. Ele vê mais resistência a doações entre os eleitores do que quando eram permitidos repasses de empresas:

– A ideia era que não fosse necessário colocar nada do bolso, mas me preparei para se houvesse necessidade. Queremos manter essa proporção de recursos próprios e a simplicidade da campanha.


Ivan Naatz (PDT)

Os cheques que pagam os gastos de campanha têm a assinatura de Ivan Naatz (PDT). Até a tarde de sexta, segundo o sistema do TSE, o candidato havia registrado arrecadação de R$ 18 mil – 100% do valor veio do próprio advogado, que já havia antecipado o desejo de custear a campanha juntamente com o vice Amauri Cadore (PDT). A coligação nem trabalha com captação de doação de eleitores e recorre apenas à ajuda voluntária de candidatos a vereador. Segundo ele, o tempo menor de campanha e de televisão, o uso das redes sociais e o fim do uso das placas permitiram o autofinanciamento, planejado por ele nos últimos seis meses:

– Há menos material de campanha, menos gasto com impressã o e o eleitor também está mais consciente. Tudo isso ajuda. Nunca tive doador pessoa jurídica nas minhas campanhas, sempre por convicção.

 

Jean Kuhlmann (PSD)

Para poder colocar na rua a primeira leva de materiais de campanha o candidato Jean Kuhlmann (PSD) também precisou colocar a mão no bolso. Até sexta-feira, dos R$ 110,5 mil arrecadados pela candidatura, R$ 101,2 mil partiram do próprio concorrente – equivalente a 91,5%. O restante partiu de amigos e das duas irmãs, em doações estimadas que consistem no valor proporcional de uma casa da família cedida para a produtora de vídeo trabalhar. O candidato admite resistência dos eleitores a doações, na visão dele por conta da crise econômica e um possível receio de se comprometer com os concorrentes. A coligação pretende fazer um almoço para tentar levantar doações de eleitores:

– A campanha tem que ser muito mais enxuta. Muita gente que está ajudando são amigos e membros do partido. Mas acreditamos no bom senso do eleitor. Não é necessário entupir uma caixa de correio para conseguir o voto.


Napoleão Bernardes (PSDB)

Acampanha de Napoleão Bernardes (PSDB) foi a que registrou maior arrecadação até sexta-feira, com R$ 139,9 mil. Deste valor, R$ 130 mil (92,9%) vieram do diretório municipal do PSDB de Blumenau. O valor restante veio do doador Ivo Hering. O candidato Napoleão Bernardes (PSDB) é o único que ainda não repassou recursos próprios para a campanha, mas afirma que fará se houver necessidade. A campanha também já informou R$ 116,5 mil de despesas pagas. Apesar de afirmar que o partido busca a sensibilização dos eleitores por meio dos contatos do partido, o candidato ressalta que divide as tarefas e não acompanha tão de perto os detalhes de arrecadação de recursos:

– Estamos desenvolvendo estratégias para sensibilizar pessoas para as doações. É um novo modelo, uma legislação recente e é preciso romper a própria questão cultural do eleitor, que não estava habituado a esse formato.


Valmor Schiochet (PT)

Aarrecadação por enquanto também está restrita ao próprio candidato e a apoiadores mais próximos no PT. Até a tarde de sexta-feira, o candidato Valmor Schiochet (PT) respondia por R$ 30 mil dos R$ 74,8 mil divulgados no sistema do TSE – o equivalente a 40,1%. Os valores restantes vieram de 33 pessoas, com valores entre R$ 100 e R$ 10 mil. A maioria, porém, ligada de alguma forma ao partido ou ao projeto. O candidato acredita que as doações de pessoas jurídicas ajudavam a esconder os doadores e que a permissão apenas para pessoa física faz com que nesse momento as contribuições fiquem mais restritas. Uma ação no Facebook oferece um formulário para eleitores interessados em ajudar.

– Esse tipo de financiamento cria um processo educativo, mas historicamente defendemos o financiamento público, que traria limites ainda mais claros e evitar desequilíbrios.

 

Partidos devem comprovar origem das doações
- Além de recursos do próprio candidato e pessoas físicas, diretórios de partidos também podem fazer doações para candidatos nas eleições deste ano. No entanto, eles também precisarão entregar prestações de contas e comprovar que todos os valores repassados às candidaturas tiveram como origem pessoas físicas.

- A pessoa física só pode doar até 10% dos rendimentos brutos do ano anterior ao da eleição, sujeita a multa em caso de descumprimento.

- É possível doar em dinheiro, via transferência bancária informando o CPF (formato obrigatório para valores acima de R$ 1.064,10), pela internet ou em bens e serviços estimáveis em dinheiro.


Fontes: Cartório da 89ª Zona Eleitoral de Blumenau e Tribunal Superior Eleitoral (TSE)

JORNAL DE SANTA CATARINA - Blumenau

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