Candidatos à prefeitura de Balneário Camboriú falam sobre seus projetos para o IPTU - Economia - O Sol Diário

Eleições 201629/09/2016 | 11h02Atualizada em 29/09/2016 | 11h30

Candidatos à prefeitura de Balneário Camboriú falam sobre seus projetos para o IPTU

Fabrício, Jade, Pavan e Ozawa comentam valores e aplicação do imposto


Foto: Arte Jean Laurindo/ Jornal de Santa Catarina

Esta é uma série de questionamentos aos candidatos à prefeitura de Balneário Camboriú. A primeira pergunta diz respeito ao IPTU _ a cidade tem o 11º imposto mais caro por habitante no país.

Quais os planos do candidato para o IPTU?

Fabrício Oliveira (PSB)

Para melhorar nossa receita não precisamos aumentar taxas e impostos, precisamos de gestão. A prefeitura hoje desperdiça recurso público. Temos que movimentar a economia, potencializar, criando novos ícones turísticos. Como o ecoturismo, por exemplo. 50% da nossa área é verde, 20% de área preservada, e não exploramos isso. O ecoturismo tem um tíquete três vezes maior que sol e mar. O mesmo com o turismo de eventos. Potencializando a economia, vamos aumentar a receita. Mas insisto na necessidade de gestão. Balneário Camboriú tem mais de R$ 600 milhões em arrecadação. Recurso tem.

Jade Martins (PMDB)

Nesses oito anos de governo não aumentamos nenhum imposto e nenhuma taxa. Ao contrário, extinguimos a contribuição de melhoria, por exemplo. Em relação ao IPTU, alguns estudos da Secretaria da Fazenda sugerem uma nova análise da planta de valores. Ainda não nos aprofundamos em relação a isso. Vamos ver se há necessidade de reajuste, mas hoje não existe previsão pra isso. Vamos implementar medidas para arrecadar mais, como operações urbanas consorciadas, sem que isso onere o bolso do contribuinte. Temos que fazer uma análise com cautela, mas não temos disposição de reajustes de imediato.

Leonel Pavan (PSDB)

Tem que seguir os rigores do Ministério da Cidade. A tabela do imposto hoje é aprovada na Câmara, não pode ser alterada. Se subir, prejudica a cidade. Corre com o investidor, e não podemos fazer isso. Hoje a arrecadação é primeiro IPTU, seguido de ISS e ITBI, que é o imposto da venda de imóveis para terceiros. Isso tem que ser inverso. A cidade tem que produzir pra inverter isso, serviço e venda têm que render mais. Infelizmente hoje está ao contrário. Temos que fomentar negócios. A arrecadação maior tem que ser de serviços. Quando ele está em terceiro plano, é porque está faltando fomento.

Professor Ozawa (PSOL)

Não posso ser irresponsável e renunciar receita. Mas é chegado o momento de pensar em um IPTU progressivo. Os imóveis mais caros vão pagar mais do que os mais baratos. É claro que tem resistência, pressão, mas Balneário Camboriú precisa disso. Temos problema em relação à água, ao lixo, vamos criar um programa sério para incentivar a população a reciclar, recolher água da chuva, e isso vai refletir no IPTU. Vamos gerar uma cidade sustentável. Se me inscrevo nesse projeto e trabalho água da chuva, meu esgoto está ligado à rede, e se isso for fiscalizado, vou ter benefício fiscal. 


 
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