Confira como foi o debate com seis candidatos à prefeitura de Joinville - Economia - O Sol Diário

Eleições 201630/09/2016 | 01h24Atualizada em 30/09/2016 | 01h42

Confira como foi o debate com seis candidatos à prefeitura de Joinville

Carlito Merss (PT), Darci de Matos (PSD), Doutor Xuxo (PP), Marco Tebaldi (PSDB), Rodrigo Bornholdt (PDT) e Udo Döhler (PMDB) participaram do encontro

Confira como foi o debate com seis candidatos à prefeitura de Joinville Rodrigo Philipps/Agencia RBS
Foto: Rodrigo Philipps / Agencia RBS

RBS TV realizou na noite desta quinta-feira o debate com seis candidatos à Prefeitura de Joinville. Foi a última oportunidade que o eleitor terá – antes da eleição do próximo domingo – de avaliar as propostas de Carlito Merss (PT), Darci de Matos (PSD),Doutor Xuxo (PP), Marco Tebaldi (PSDB), Rodrigo Bornholdt (PDT) e Udo Döhler (PMDB). 

Os candidatos Ivan Rocha (PSOL) e Professor Marcos (PEN) não participaram porque os respectivos partidos não apresentam representação superior a nove parlamentares na Câmara de Deputados, de acordo com a lei 9.504/97, alterada recentemente pela lei 13.165/2015 .

Saúde e a gestão do atual prefeito são os temas que dominam o debate em Joinville

Saiba como foi o primeiro bloco do debate
No primeiro bloco, os candidatos responderam perguntas de outros candidatos sobre temas sorteados pelo mediador. O primeiro tema abordado foi habitação. Marco Tebaldi destacou ações de seu governo na área, em especial a urbanização de casas irregulares. O candidato perguntou a Rodrigo Bornholdt quais eram as suas ideias para a área. Bornholdt defendeu a necessidade de trazer a periferia para o Centro da cidade e implantar o IPTU progressivo. Darci de Matos perguntou ao candidato Udo Döhler sobre o tema esporte e qual seria a postura dele em relação ao programa esportivo de inclusão e também em relação ao JEC. Udo disse que vai ampliar o acesso ao esporte amador e que, quando assumiu a Prefeitura, havia 1,2 mil jovens participando de modalidades esportivas, e que hoje são 8 mil atletas. Darci enfatizou que é preciso investir em escolinhas de futebol, caratê e vôlei. O terceiro tema foi gestão pública. Doutor Xuxo perguntou a Carlito Merss sobre gestão de recursos. Carlito disse que não há milagre, tem que haver controle rigoroso dos gastos e brigar pela receita dos ricos, além de melhorar a arrecadação de ICMS. O tema meio ambiente também entrou em discussão. Carlito disse que seu governo plantou 9 mil árvores e que, neste último governo, não chegou a 500. Afirmou ainda que investiu pesado em saneamento básico. O candidato Darci de Matos destacou que é preciso manter o cinturão verde a todo custo e que o saneamento é fundamental. No tema saneamento, Udo Döhler ressaltou que aumentou a cobertura do esgoto sanitário de 17%, quando assumiu, para 34% hoje e perguntou como Tebaldi pretende conduzir a questão. Tebaldi disse que trouxe de volta o serviço de água e esgoto para o município e que vai buscar recursos para, em duas gestões, universalizar o esgoto sanitário e ver o rio Cachoeira limpo.

"Temos má gestão na área da saúde, a começar pelos dirigentes da secretaria", diz Darci de Matos
"Até agora não vi ponte do Adhemar Garcia, 300 quilômetros de asfalto, nem teatro", diz Marco Tebaldi
"Na questão da segurança, o Estado está faltando muito com Joinville", diz Rodrigo Bornholdt

Confira como foi o segundo bloco 

Rodrigo Bornholdt abriu o bloco perguntando a Udo Döhler os motivos de a cidade estar paralisada. O atual prefeito salientou que fez avanços importantes, priorizando investimentos em saúde e educação. Sobre a devolução de verbas federais destinadas à assistência social e obras e ações não realizadas, como um viaduto e a licitação do transporte coletivo, Udo respondeu que a licitação foi judicializada. Udo perguntou a Rodrigo sobre a Guarda Municipal. Rodrigo disse que o papel do prefeito também é de cobrar recursos do governador. Marco Tebaldi questionou Doutor Xuxo se ele saberia citar uma grande obra realizada nos últimos anos em Joinville. O candidato do PP respondeu que não e propôs que a solução é buscar dinheiro com uma operação consorciada. Tebaldi disse que vai convocar equipe técnica para conclusão do Eixão. Xuxo questionou Darci de Matos sobre o transporte coletivo. Darci disse que vai tocar a licitação do transporte coletivo. Doutor Xuxo falou sobre o passe livre, cobrando uma taxa da população. Darci disse que vai criar o passe estendido, para o usuário sair do ônibus e voltar com a mesma passagem em até meia hora. Darci questionou Carlito Merss sobre as falas de Udo sobre ter recebido a Prefeitura com dívidas. Carlito disse achar estranho Udo falar sobre a dívida quatro anos após assumir o cargo. Darci afirmou que Udo pagou mais de R$ 15 milhões em juros e correções. Carlito ressaltou que deixou recursos para a folha de pagamento em 46% do orçamento e que hoje estaria superior a 50%. Carlito disse que acabou com o turno intermediário e construiu cinco escolas e perguntou a Udo onde fica a escola de mil alunos apresentada na campanha dele. Udo salientou reformas em 112 escolas e instalação de aparelhos de ar-condionado e informatização. Carlito Merss ainda salientou que pagou um 14º salário aos servidores da educação. 

Confira como foi o terceiro bloco 

No terceiro bloco, Rodrigo Bornholdt disse a Darci de Matos que preocupa o fato de ele trazer o governador para sua propaganda quando Raimundo Colombo deixou Joinville à míngua, em especial, na área da segurança. Darci afirmou que nenhum prefeito consegue fazer obras sem apoio do governo do Estado. Ele disse também que vai estabelecer parcerias com governador para segurança e infraestrutura. No tema mobilidade urbana, Carlito Merss disse que no seu governo começou fazendo obras pequenas, colocando as vias em mão inglesa, mas afirmou que é necessário fazer três viadutos e elevados e enfatizou que para ter recursos é preciso ter projetos. Doutor Xuxo concordou, disse que não há recursos porque não há projeto. No tema emprego e renda, Marco Tebaldi afirmou que nos últimos anos Joinville perdeu empresas para outros municípios como Araquari. Carlito destacou a necessidade de se aprovar a Lei de Ordenamento Territoral (LOT). Tebaldi disse que vai trazer o exemplo de Blumenau, onde liberam alvará em até uma semana. No tema acessibilidade, Darci de Matos disse que é preciso incluir as pessoas. Rodrigo afirmou que o maior problema está nas calçadas. Darci citou a importância de realizar parcerias com entidades. Rodrigo defendeu a criação do centro especializado de reabilitação. No tema educação, Udo disse que seu governo dobrou o número de vagas na educação infantil. Rodrigo defendeu a educação em tempo integral. Udo citou a introdução do turno pleno. No tema saúde, Udo destacou as reformas em postos de saúde e a ampliação do número de leitos no Hospital Municipal São José. Carlito firmou que conseguiu aprovar a UPA do Vila Nova, que tem custeio pago pelo governo federal e criticou que agora está faltando remédio. Udo disse ainda que os remédios que faltam competem ao governo do Estado.

"Não tivemos nenhuma licitação anulada, nenhum desvio de conduta", diz Udo Döhler
"A zona sul precisa de um grande hospital e que seja regional, atenda cidades vizinhas", diz Doutor Xuxo
"Não tem uma obra na cidade que não seja do governo federal", diz Carlito Merss

Confira como foi o quarto bloco 

O quarto bloco começou com o debate sobre saúde. O candidato Doutor Xuxo questionou Darci de Matos sobre o que estaria acontecendo com a área na cidade. Darci afirmou que existem problemas com a falta de medicamentos e valorização dos servidores, mas que é preciso realizar parcerias para desafogar as filas. Xuxo disse que vai instalar o projeto Saúde na Linha, onde haverá médicos para atender a população por telefone e dar uma orientação ao paciente.

A segunda pergunta foi feita por Udo Döhler sobre a crise econômica e como é possível a cidade ter um crescimento acima da média nacional. Carlito Merss defendeu o avanço em outros setores, além da indústria, e relembrou medidas que fez quando era prefeito para trazer feiras para o município. O atual prefeito afirmou que a cidade já vem desenhando um projeto para inserir Joinville entre as cidades humanas e inteligentes do país, fazendo com que a economia criativa elimine o desemprego.

As grandes obras para a cidade foi o tema da terceira pergunta, feita por Rodrigo Bornholdt. O candidato Marco Tebaldi respondeu que o grande projeto será para fazer o eixão, que ligará a região Sul até o Norte. Bornholdt disse que também pretende realizar grandes obras, como a construção de alguns viadutos, mas também investirá na criação de uma central informatizada de trânsito para controlar em tempo real os sinaleiros de Joinville.

A arrecadação do município foi o assunto da pergunta de Darci de Matos para Doutor Xuxo. O candidato do PP afirmou que é preciso aumentar a fiscalização com pessoas que não estão pagando impostos e relembrou o projeto sobre as operações consorciadas. Darci defendeu que vai cobrar as dívidas ativas do município, que ultrapassam R$ 1 bilhão.

Na penúltima pergunta do bloco, Marco Tebaldi pediu que o candidato Doutor Xuxo explicasse sobre a ação que entrou na Justiça contra a candidatura do atual prefeito. Xuxo leu parte da ação e afirmou que existem dois crimes cometidos por Udo Döhler, mas que ainda depende do que dirá o juiz. Tebaldi usou o tempo de réplica para contar que houve o impulsionamento de uma mensagem contra ele nos celulares de eleitores joinvilenses. Segundo ele, protocolou uma denúncia na Polícia Federal para descobrir qual candidato foi o autor da mensagem.

O último assunto em discussão do debate foi sobre a dívida e a falta de dinheiro da Prefeitura. Carlitou perguntou a Udo Döhler por que o candidato abordou o tema apenas no último ano de mandato e início da campanha eleitoral. O atual prefeito disse que assumiu a Prefeitura com grandes dificuldades e que o governo de Carlito esqueceu de depositar o salário dos servidores no último mês de governo. Carlito completou afirmando que o grande desafio do prefeito é a folha de pagamento. Ele disse que herdou o cargo com 52% do orçamento sendo destinado à folha, mas que não ficou choramingando durante o governo.

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