Consórcio que constrói módulos para plataformas de petróleo demite mais de mil funcionários em Itajaí - Economia - O Sol Diário

Crise naval23/09/2016 | 10h44Atualizada em 23/09/2016 | 18h22

Consórcio que constrói módulos para plataformas de petróleo demite mais de mil funcionários em Itajaí

MGT não estaria recebendo repasses da Petrobras

Consórcio que constrói módulos para plataformas de petróleo demite mais de mil funcionários em Itajaí /

O consórcio MGT, responsável pela construção de módulos para plataformas de petróleo, colocou em aviso prévio mais de 1,1 mil funcionários em Itajaí. O motivo é um impasse no contrato com a Petrobras: a estatal pediu alterações nos projetos, que aumentaram os custos de produção, mas não alterou os termos contratuais. Há cerca de um ano o consórcio pede reequilíbrio, sem sucesso. Os valores em questão são mantidos em sigilo pelo MGT.

O consórcio já entregou quatro módulos de gás e energia, que são produzidos em Itajaí e levados em barcaças até o Rio Grande do Sul, onde são integrados às plataformas. No momento há dois módulos na fábrica, um pronto para a entrega e outro ainda em construção. Desde quarta-feira, os trabalhos foram suspensos e as unidades não têm previsão de entrega. A demissão foi feita enquanto ainda há dinheiro em caixa para pagar salários e rescisões.

A assessoria jurídica da empresa informou que, caso o contrato seja renegociado, oferecerá aos trabalhadores a possibilidade de reaver o emprego. Esta é a primeira dispensa coletiva na indústria de construção naval em Santa Catarina dos últimos meses.

Desde o início do ano, quando ocorreram as últimas demissões em massa em Itajaí e Navegantes — polo catarinense no setor — o número de vagas de emprego havia estabilizado.

Queda brusca

A construção naval chegou a empregar 10 mil trabalhadores no Estado até 2014. Desde o ano passado, quando a crise mundial do petróleo encontrou a crise de credibilidade da Petrobras, alvo dos escândalos da Operação Lava Jato, os postos de emprego caíram pela metade.

Com as novas demissões, a indústria naval passa a ter menos de 4 mil empregados em Itajaí e Navegantes. Jurandir Sardo, presidente do sindicato dos metalúrgicos, diz que há preocupação em relação à possibilidade de outros estaleiros locais também estancarem a produção por falta de pagamento.

 
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