Operação Greenfield confisca avião, 139 carros e 90 imóveis - Economia - O Sol Diário

Polícia Federal05/09/2016 | 11h07Atualizada em 05/09/2016 | 11h13

Operação Greenfield confisca avião, 139 carros e 90 imóveis

Dois mandados de busca e apreensão e um de condução coercitiva foram cumpridos em Porto Alegre

Operação Greenfield confisca avião, 139 carros e 90 imóveis Ronaldo Bernardi / Agência RBS/Agência RBS
Em Porto Alegre, ao menos três viaturas vasculham a sede do Grupo Bolognesi, na Avenida Plínio Brasil Milano Foto: Ronaldo Bernardi / Agência RBS / Agência RBS
Estadão Conteúdo
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A Operação Greenfield, deflagrada nesta segunda-feira, contra desvios de R$ 8 bilhões no fundos de pensão Funcef, Petros, Previ e Postalis, determinou o sequestro e o bloqueio de 90 imóveis, 139 automóveis, uma aeronave, além de valores em contas bancárias, cotas e ações de empresas e títulos mobiliários.

A ordem judicial, da 10ª Vara Federal, de Brasília, também determinou o sequestro de bens e o bloqueio de ativos e de recursos em contas bancárias de 103 investigados.

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Ao todo, 127 mandados estão sendo cumpridos em São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia, Espírito Santo, Rio Grande do Sul, Paraná, Santa Catarina e Amazonas, além do DF: sete de prisão temporária, 106 de busca e apreensão e 34 de condução coercitiva. Em Porto Alegre, a PF cumpre dois mandados de busca e apreensão e um de condução coercitiva — o nome do alvo não foi divulgado. Um dos locais de busca é a sede do Grupo Bolognesi, na Avenida Plínio Brasil Milano, na Zona Norte, onde agentes permaneceram cinco horas nesta manhã. ZH fez contato com a empresa e aguarda retorno.

O ex-presidente da OAS, Leo Pinheiro, investigado também na Operação Lava-Jato e que já cumpre prisão domiciliar,  foi conduzido coercitivamente à PF, mas ficou preso preventivamente por ordem do juiz federal Sérgio Moro, da Operação Lava-Jato. A PF também faz buscas na casa do ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto, também alvo da Lava-Jato. 

O ex-presidente da OAS, Leo Pinheiro,  é um dos alvos de mandado de condução coercitiva Foto: WERTHER SANTANA / ESTADÃO CONTEÚDO

Buscando as causas dos prejuízos bilionários apresentados pelos fundos de pensão, a Operação Greenfield se baseia em 10 casos examinados pelos investigadores. Em oito casos, as autoridades verificaram investimentos realizados de forma temerária ou fraudulenta pelos fundos de pensão, através dos FIPs (Fundos de Investimentos e Participações).

Os suspeitos poderão responder por gestão temerária ou fraudulenta, além de crimes contra o Sistema Financeiro Nacional. Segundo a PF, as irregularidades possuem quatro núcleos de atividade: o núcleo empresarial, o núcleo dirigente dos fundos de pensão, o núcleo de empresas avaliadoras de ativos e o núcleo de gestores dos FIPs.

Greenfield 

O nome da operação é uma referência a investimentos em fase inicial, antes de ser colocados em prática. O oposto de investimentos Greenfield é o Brownfield, em que os recursos são colocados em uma empresa que já opera. 


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