Pedro Machado: como a gincana de Blumenau se profissionalizou ao longo dos anos - Economia - O Sol Diário

Solidariedade02/09/2016 | 08h01

Pedro Machado: como a gincana de Blumenau se profissionalizou ao longo dos anos

Pedro Machado: como a gincana de Blumenau se profissionalizou ao longo dos anos Gilmar de Souza/Agencia RBS
Foto: Gilmar de Souza / Agencia RBS

O setor 2 da Vila Germânica começou a receber nesta quinta-feira a montagem dos QGs (quartéis-generais) das oito equipes que disputam as provas finais da Gincana de Blumenau entre amanhã e domingo. Se você não participa da competição, não se surpreenda se durante o fim de semana receber ligações ou mensagens de gincaneiros atrás de relíquias ou coisas estranhas pedidas pela organização do evento.

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É bacana ver a dimensão que a brincadeira tomou. Participei três vezes da gincana, a primeira em 1998, ainda criança. Naquele tempo as provas basicamente se concentravam nas semanas anteriores ao aniversário da cidade – época em que a competição termina – e eram comuns mutirões de integrantes que batiam de porta em porta nas casas pedindo doações de roupas, alimentos e brinquedos. Hoje as equipes se mobilizam ao longo dos 12 meses e a maior parte dos donativos é comprada com dinheiro de patrocinadores.

A brincadeira ficou séria e e até perdeu um pouco do caráter lúdico que tinha no início, mas inegavelmente tem um impacto social muito maior, beneficiando mais entidades assistenciais. Alguns gincaneiros, inclusive, prestam consultoria a pessoas de outras cidades que querem adotar competição semelhante.

O nível de profissionalismo é tanto que hoje as equipes funcionam como verdadeiras empresas, inclusive com CNPJ registrado. As produções para a prova de vídeo, por exemplo, tiveram roteiro, produção e edição impecáveis. Não seria nenhum exagero dizer que poderiam integrar festivais de curtas-metragens. Manter este nível de qualidade, é claro, exige bastante dinheiro.

O presidente da Liga dos Gincaneiros, Leandro Gouvêa, diz que a equipe que participa precisa de pelo menos R$ 50 mil para “rodar bem”. O orçamento de alguns grupos, no entanto, chega a ultrapassar esse valor. Internamente, integrantes pagam mensalidades e ocupam funções específicas nas áreas de tesouraria e marketing, por exemplo. Há quem dedique tanto tempo para a gincana quanto para a própria profissão.

Eventos para arrecadação de recursos, como feijoadas e macarronadas, acontecem durante todo ano. É comum a presença de integrantes de diversas equipes prestigiando a ação dos adversários. As cores são diferentes, mas o espírito solidário e a amizade se sobressaem.

JORNAL DE SANTA CATARINA

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