Teto para gastos deve ser prioridade do governo, diz economista - Economia - O Sol Diário

Contas públicas01/09/2016 | 07h32Atualizada em 01/09/2016 | 07h32

Teto para gastos deve ser prioridade do governo, diz economista

Para Raul Velloso, a aprovação da PEC que limita as contas públicas permitirá ao governo tocar outras medidas para estabilizar a economia

Teto para gastos deve ser prioridade do governo, diz economista Lula Marques/Agência PT
Foto: Lula Marques / Agência PT
Agência Brasil
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A aprovação da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que define um teto para os gastos públicos deve ser a prioridade do governo Michel Temer, agora que tomou posse definitivamente na Presidência da República com o afastamento da presidenta cassada Dilma Rousseff. A conclusão é do economista Raul Velloso, especialista em contas públicas. Para ele, é isso que vai permitir ao governo tocar também outras medidas necessárias para estabilizar a economia. 

— É isso que vai dar uma âncora para ele poder trabalhar as reformas, principalmente a da Previdência — avaliou.

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Velloso participou, na quarta-feira, na Câmara dos Deputados, de uma discussão na comissão que examina a PEC e defendeu que o presidente deve concentrar esforços na aprovação para dar um sinal de volta ao equilíbrio, mínimo que seja, na área fiscal. Ele destacou que, além da reforma da Previdência, o governo deveria também se dedicar à reforma trabalhista. 

— Acho que é nessa ordem. PEC dos gastos, reforma da Previdência e reforma trabalhista, pela urgência do que ele precisa aprovar — afirmou.

Aprovação no Congresso

De acordo com o economista, Temer deve ter apoio político para seguir com essa agenda. 

— É expectativa geral. Não se esqueça de que o que está acontecendo é uma grande mobilização da sociedade, que os políticos perceberam e se envolveram. São todos sócios da empreitada, então não vejo como ele não ter apoio. Não é uma empreitada dele só. É de toda a sociedade e dos políticos que se juntaram a ele e fizeram o impeachment.

Velloso acrescentou que apesar das resistências de alguns setores à reforma da Previdência, o governo vai ter que mostrar que se ela não ocorrer o país sofrerá consequências graves. 

— Quanto melhor ele demonstrar isso, menos difícil será aprovar a reforma — concluiu.


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