"A prioridade é reestruturar a prefeitura e enxugar a máquina", diz prefeito eleito Gean Loureiro - Economia - O Sol Diário

Eleição em Florianópolis31/10/2016 | 09h28Atualizada em 31/10/2016 | 13h24

"A prioridade é reestruturar a prefeitura e enxugar a máquina", diz prefeito eleito Gean Loureiro

Peemedebista ainda não mapeou quais secretarias serão extintas, mas promete critérios técnicos para escolha da equipe de governo

"A prioridade é reestruturar a prefeitura e enxugar a máquina", diz prefeito eleito Gean Loureiro Cristiano Estrela/Agencia RBS
O prefeito eleito Gean Loureiro concedeu entrevista ao DC na manhã desta segunda depois de participar do Bom Dia SC Foto: Cristiano Estrela / Agencia RBS
upiara boschi
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Na manhã seguinte à vitória apertada na disputa contra Angela Amin (PP) pela prefeitura de Florianópolis, Gean Loureiro (PMDB) ainda se mostrava comedido nas respostas sobre os planos para a prefeitura e composição do futuro governo. Logo após participar do Bom Dia SC, na RBS TV, o peemedebista conversou sobre a transição, cortes de secretarias e prioridades de gestão, além de prometer unir a sociedade de Florianópolis após vencer as eleições por 1.153 votos.

Já conversou com o prefeito Cesar Junior?
Vamos marcar uma agenda oficial e já discutir a transição.

Digamos que o senhor fosse hoje já o prefeito empossado, o que acha que precisaria colocar a mão na massa imediatamente?
A primeira missão de um prefeito é reestruturar a prefeitura. Nossa proposta foi muito clara de enxugar a máquina, poder rever a eficiência da estrutura. Então, o primeiro passo é essa reforma administrativa.

O senhor prometeu cortar cargos e secretarias. Já mapeou alguma para a extinção?
Algumas têm ações que realizadas de maneira conjunta terão mais eficiência, então com isso já consegue integrar essas secretarias. Outras que a própria estrutura e atividade não exigem que elas necessitem (a secretaria). Tem coincidências de secretarias e fundações com a mesma atividade e poderão estar unidas em uma única estrutura.

Pode citar alguma?
Não temos nada definido ainda, vamos analisar. Nosso desejo é analisar todo o quadro e a partir daí definir o enxugamento.

Como pretende fazer a conversa com os 15 partidos de sua aliança para preencher essas vagas?
O preenchimento das vagas terá um critério totalmente técnico. Primeiro vai ser definida a nova estrutura e a partir daí serão escolhidos na sociedade e também nos partidos os nomes que tenham qualificação para ocupar essas funções.

Como equacionar a expectativa quantos às promessas de campanha e a situação financeira da prefeitura?
Vamos primeiro avaliar a situação financeira para conhecer de maneira detalhada essas dificuldades que são apresentadas. A partir daí o prefeito tem que usar de criatividade. Vamos buscar apoio, seja no governo estadual, seja no governo federal, para que muitas iniciativas possam ser concretizadas. Nosso governo vai ter que ter criatividade para mudar o quadro atual.

Como o senhor acredita que será a relação com o governador Raimundo Colombo (PSD)? Embora ele não tenha entrado diretamente na campanha, o PSD apoiava sua adversária.
A relação tem que ser boa. O governador deseja o melhor para Florianópolis. Independentemente da participação dele ou não, ele é o governador do Estado e eu sou o prefeito eleito. Temos que ter maturidade para trabalhar em prol de Florianópolis. Ele sempre demonstrou essa característica. E eu vou ter um canal de comunicação muito próximo a ele que é o vice-governador (Eduardo Pinho Moreira), que é ligado a mim.

Florianópolis se tornou nos últimos anos a cidade da maquete. Como fazer para que as coisas saiam do papel?
Deixando muitas vezes de discutir e passando a ter uma realização, definindo um cronograma, identificando as barreiras que podem surgir para podermos superá-las. Esse vai ser nosso papel.

Hoje a Grande Florianópolis conta com o Plamus, que é um grande plano diretor de mobilidade, mas que demanda um volume de recursos que o Estado e o município provavelmente não tem para executar. Como fazer para conciliar o que precisa ser feito imediatamente em termos de mobilidade com o ideal representado pelo Plamus?
O Plamus tem o estudo. É necessário primeiro fazer os projetos no que é prioritário e que é possível conseguir o recurso. Com o projeto, a gente começa a trabalhar a busca do recurso. Vamos tentar dar celeridade nesse processo. Para isso vai ser necessário o apoio do governo do Estado, o apoio do governo federal, a busca de recursos que não são aqueles do orçamento municipal.

A tramitação do Plano Diretor foi novamente judicializada. O senhor acredita que ele será aprovado ainda nesta gestão?
Pelas informações e características que tem, é muito improvável que o Plano Diretor seja aprovado este ano. Desde já vamos ter que acompanhar esse processo, reabrir o canal de discussão para evitar a judicialização e definir o cronograma de avanço.

Como unir uma cidade que se dividiu de forma tão semelhante entre o senhor, Angela Amin e o não-voto (nulos, brancos e abstenções)?
Essa é a característica de Florianópolis, a diferença ideológica, a diferença política. Na última eleição eu conquistei quase 48% dos votos. Acho que agora é momento de união. Vira-se a página da eleição e passa-se a governar para todos. Agora é hora de unir a sociedade em prol de Florianópolis.

Tem um prazo para definir o secretariado?
Só em dezembro.


 
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