Câmara de Blumenau lidera renovação do quadro entre as três principais cidades de Santa Catarina - Economia - O Sol Diário

Eleições 201624/10/2016 | 07h06Atualizada em 24/10/2016 | 07h06

Câmara de Blumenau lidera renovação do quadro entre as três principais cidades de Santa Catarina

 Na comparação, o índice de novos vereadores chega a 66,6% no município. Em Joinville são 57,8% e na Capital, 47,8% 

As câmaras das três maiores cidades de Santa Catarina terão um quadro parcialmente renovado e que deve exigir muito diálogo dos futuros prefeitos, seja qual for o político à frente do Executivo em Florianópolis, Joinville e Blumenau a partir de 2017. Os vereadores destes municípios estarão divididos em 15 partidos e, entre os 57 eleitos em 2 de outubro, 25 vão dar continuidade aos atuais mandatos – o que representa uma renovação de 56% das vagas nos legislativos municipais. 

Na questão da renovação, a liderança é da Casa blumenauense, com 66,6%. Na sequência vem Joinville, com 57,8%, e a Capital aparece com o menor índice, de 47,8%. Para o doutor em sociologia e professor da UFSC Carlos Eduardo Sell, mais do que uma vontade expressa do eleitor, esse é um fenômeno aleatório. Na avaliação dele, são poucos os eleitores que realmente usam o critério de novidade para escolher candidatos a vereador.

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– A renovação também é grande porque se trata do primeiro passo na vida política. Eleições para prefeito, deputado e demais cargos têm índices menores de renovação, pois exigem muito mais experiência e trajetória na vida partidária – explica Sell.

Quando se analisam as coligações partidárias que apoiam cada concorrente no segundo turno, o tamanho das bases varia bastante. Depois da eleição para as câmaras, que naturalmente ainda aguarda a definição dos prefeitos para qualquer tipo de conversa sobre governabilidade e busca de novos aliados, apenas Napoleão Bernardes (PSDB) em Blumenau teria uma ampla frente no Legislativo, com nove dos 15 vereadores inicialmente compondo a base do tucano. Por outro lado, Jean Kuhlmann (PSD), em tese, teria quatro cadeiras na situação. Dois vereadores seriam independentes.

Em Florianópolis, Gean Loureiro (PMDB) daria largada embasado por 12 dos 23 vereadores, enquanto Angela Amin (PP) teria suporte de sete eleitos, já considerando o apoio oficial do PSB de Murilo Flores ainda no segundo turno da corrida eleitoral. De qualquer forma, haveria ainda quatro independentes nesse jogo político – sendo que três deles são do PSOL, tradicionalmente combativo na oposição e que já anunciou que, na Capital, não fecha nem com a pepista, nem com o peemedebista.

Em Joinville, há o maior equilíbrio. Udo Döhler (PMDB) conta, em tese, com oito vereadores em sua base imediata, contra seis de Darci de Matos (PSD). Seja qual for o eleito, a articulação com os cinco independentes deve ser fundamental para tocar a administração municipal.

– O importante para a democracia em nível local é que haja uma adequada balança entre governo e oposição. Isso permite tanto a governabilidade quanto incentiva o controle social. Além disso, a fragilidade das organizações partidárias e a dependência dos vereadores diante dos recursos da prefeitura permitem que os governantes consigam formar muito facilmente uma maioria parlamentar. O voto e até a posição de um vereador é facilmente negociável – opina Sell.

O perfil das Câmaras mostra ainda que há apenas três mulheres entre as 57 cadeiras. Na etnia, somente três eleitos não são brancos. O professor diz que isso reforça que a eleição aos legislativos municipais levam muito mais em conta as relações pessoais ou mesmo problemas de tipo material do que representatividade social.



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