Eleições 2016: SC tem o terceiro menor índice de abstenção entre os Estados brasileiros - Economia - O Sol Diário

Política03/10/2016 | 21h36Atualizada em 03/10/2016 | 21h36

Eleições 2016: SC tem o terceiro menor índice de abstenção entre os Estados brasileiros

Maior ausência foi registrada em Balneário Camboriú, enquanto o maior comparecimento foi em Presidente Castello Branco

Eleições 2016: SC tem o terceiro menor índice de abstenção entre os Estados brasileiros Roni Rigon/Agencia RBS
Foto: Roni Rigon / Agencia RBS

Santa Catarina teve o terceiro menor índice de abstenções na eleição deste ano entre todos os Estados brasileiros, com 13,01%. Apenas a Paraíba (12,28%) e o Piauí (11,75%) tiveram resultados menores, enquanto no outro extremo aparecem Rio de Janeiro (21,54%), Rondônia (20,99%) e São Paulo (20,73%). Os números são do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e foram divulgados na tarde desta segunda-feira.

Florianópolis tem o menor índice de abstenção e votos brancos e nulos entre as capitais do Sul do Brasil

Entre as capitais brasileiras, 12,25% dos eleitores não compareceram para votar em Florianópolis. O índice é o sexto menor em comparação com as outras capitais e o mais baixo das capitais da região Sul. Fica também abaixo dos 17,58% da média nacional em todas as cidades brasileiras.

No Estado, a menor abstenção (1,55%) foi em Presidente Castello Branco, no Oeste, onde apenas 25 dos 1.611 eleitores não foram às urnas. A maior ausência (22,68%) foi registrada em Balneário Camboriú, no Litoral Norte, onde 20.736 dos 91.438 eleitores faltaram à votação.

Para o mestre em Sociologia Política e professor do mestrado de Gestão de Políticas Públicas da Univali, Eduardo Guerini, uma tradição mais cívica do Estado em termos de eleições justifica a participação maior dos cidadãos catarinenses comparado ao resto do país. Outro fator que contribui é um controle melhor do tamanho do eleitorado em SC, principalmente porque houve um recadastramento recente e o processo de biometria.

— Isso equalizou o cadastro e trouxe a relação efetiva de habitantes e eleitores — avalia.

Mas Guerini pondera que, mesmo assim, os dados do TSE confirmam uma tendência clara de desmobilização popular em torno do pleito. Para isso, ele tem duas explicações:

— É inegável que cidades com maior trânsito de trabalhadores e turistas, com mais sazonalidade, essa ausência na eleição acaba ocorrendo bastante. E também há abstenção por um certo desalento com o processo eleitoral, com o quadro político. É preciso que partidos e candidatos mudem a forma de fazer política, para que se vinculem mais aos anseios da comunidade — analisa.

Advogado, mestre em direito público e professor de Direito Constitucional e Eleitoral, Ruy Samuel Espíndola acrescenta que é preciso ainda repensar a forma de falar de política, por parte desde a imprensa até os candidatos. Para o professor, é preciso focar no assunto também de forma a atrair o cidadão para algo que é fundamental na vide dele, mesmo que não se dê conta disso:

— Temos que mostrar o outro lado também, não só os escândalos, porque isso desconstrói o imaginário de um jeito que não é positivo. Quem hoje diz pro filho ao completar 18, 20 anos, pra ele trabalhar pela República em um mandato popular de quatro anos outro? Quantos de nós estão dispostos a isso ou a acompanharmos o mandato de algum político? E nós dependemos da política. Quem não gosta de política é governado por quem gosta dela.

 
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