Estudantes e professores de Joinville protestam contra medidas dos governos estadual e federal - Economia - O Sol Diário
 
 

Manifestação 21/10/2016 | 11h58Atualizada em 21/10/2016 | 16h21

Estudantes e professores de Joinville protestam contra medidas dos governos estadual e federal

Gered informou que duas escolas terão aulas noturnas fechadas. Sindicato fala em 17 colégios

Estudantes e professores de Joinville protestam contra medidas dos governos estadual e federal Salmo Duarte/Agencia RBS
"Estudante na rua, governo, a culpa é sua", cantavam os estudantes Foto: Salmo Duarte / Agencia RBS

Estudantes e professores protestaram na manhã desta sexta-feira contra a PEC 241, a reforma do ensino médio e o fechamento de vagas em escolas estaduais de Joinville. Entre as falas dos manifestantes, também estavam palavras de ordem contra o presidente Michel Temer e o governador Raimundo Colombo.

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O Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado de SC (Sinte) reclama que 17 colégios podem ter as aulas noturnas fechadas para 2017. A Gerência Regional de Educação (Gered) informou que alunos de apenas duas escolas em Joinville serão transferidos para outras unidades escolares. Na tarde desta sexta-feira, a Gered informou que não estão previstas mudanças para turmas de outras escolas da rede estadual, mas dependendo do número de matriculas para 2016, outros remanejamentos ou abertura de novas turmas podem ser feitos.

A concentração dos manifestantes iniciou por volta das 9 horas na Praça da Bandeira. Depois de quase uma hora de manifestações de estudantes, professores e representantes de movimentos sociais e organizações políticas, o grupo caminhou nas ruas Dona Francisca, Princesa Izabel, do Príncipe, Nove de Março. No final, os manifestantes pularam as catracas do Terminal Central. Alguns estudantes reclamaram de repressão nas escolas enquanto procuravam convidar mais alunos para participar do protesto desta sexta-feira. Alunos que ocupam o campus do Instituto Federal Catarinense (IFC) de Araquari  também participaram da manifestação e declararam apoio aos estudantes de Joinville.

Mayara Colzani, integrante da União Joinvilense dos Estudantes Secundaristas (Ujes), uma das entidades que convocou a manifestação, estima que cerca de 300 pessoas participaram do ato. Ela classifica as medidas anunciadas pelo governo federal como “destruição da educação pública” e reclama que o fechamento de vagas noturnas em Joinville farão com que estudantes tenham que procurar vagas em outras escolas longe de onde moram e muitos podem desistir das aulas.

A professora Maritânia Camargo, explica que os professores aderiram ao movimento da Ujes, pois concordam com a pauta defendida pelo grupo. 

—  Nós não somos contra o ensino integral, mas hoje não tem condições. Um levantamento que fizemos mostra que 87% dos alunos exercem outras atividades, como trabalhar e cuidar dos irmãos — reclama a professora.

A professora acredita que o Governo do Estado está antecipando as medidas anunciadas pelo governo federal. Ela defende uma greve nacional e diz que a posição do Sinte regional é de que o Sinte estadual convoque uma assembleia geral para tratar o tema. Entre os manifestantes, alguns se posicionaram contra a instalação do Colégio Militar no prédio da Escola Osvaldo Aranha, anunciada em setembro pelo governador Raimundo Colombo durante passagem por Joinville.

A Polícia Militar informou que houve o registro de bombas e rojões no local, mas não identificou os autores. A PM estima que 150 pessoas participaram do ato.

Conteúdo lecionado não será reposto aos alunos que faltaram

—  Com relação à manifestação desta sexta-feira, 21, a Gered compreende que manifestar é direito de todo o cidadão. Mas informa aos pais que o conteúdo lecionado em sala de aula não será reposto aos alunos que faltaram ao dia de aula — diz a nota enviada pela Gered na tarde desta sexta-feira.

Sobre as vagas de professores ACTs, a Gered informou que o processo seletivo dos educadores que querem lecionar na rede estadual em 2017 e 2018 será realizado neste domingo. A escolha de vagas será em dezembro.

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