Joinville, Florianópolis e Blumenau colocam PMDB e PSD em trincheiras opostas em Santa Catarina - Economia - O Sol Diário

Eleições 201603/10/2016 | 07h12Atualizada em 03/10/2016 | 07h12

Joinville, Florianópolis e Blumenau colocam PMDB e PSD em trincheiras opostas em Santa Catarina

Municípios antecipam disputa da próxima eleição no segundo turno

upiara boschi
upiara boschi

Joinville, Florianópolis e, em menor grau, Blumenau, serão os cenários das primeiras batalhas da guerra que deve colocar em trincheiras opostas PMDB e PSD — sócios no governo estadual e consagrados no domingo com a conquista do maior número de prefeituras em Santa Catarina. Da mesma forma que lideranças de ambos partidos preveem confronto direto entre os atuais aliados pelo cargo de governador em 2018, peemedebistas e pessedistas estão em lados diferentes nas três disputas de segundo turno deste ano.

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Na briga pelas 292 cidades com turno único, foram 98 prefeitos eleitos pelo PMDB e 61 pelo PSD. De olho nessa rivalidade e apostando nela para crescer, o PP conquistou 46 prefeituras e o PSDB, 38. Entre as principais cidades do Estado, a votação de domingo resultou em equilíbrio para os principais partidos. Os pessedistas conquistaram São José e Lages, contra as peemedebistas Itajaí e Jaraguá do Sul. Os tucanos levaram a melhor em Criciúma, enquanto os pepistas emplacaram Tubarão e São Bento do Sul. Por isso, é o segundo turno em Joinville, Florianópolis e Blumenau que vai definir que grupo sai melhor posicionado para 2018.

No maior colégio eleitoral do Estado, Joinville, a disputa será mano a mano. O PMDB do atual prefeito Udö Döhler e o PSD do deputado estadual Darci de Matos confirmaram as vagas no segundo turno. Ambos são peças fundamentais na estratégia de pré-candidatos ao governo dos dois partidos: o deputado federal Mauro Mariani (PMDB) e Gelson Merisio (PSD).

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Em Florianópolis e Blumenau, PP e PSDB são ao mesmo tempo instrumentos dessa briga entre pessedistas e peemedebistas e chance de afirmação própria. Na Capital, o deputado estadual Gean Loureiro (PMDB) confirmou a liderança e disputa o segundo turno com a ex-prefeita Angela Amin (PP) — apoiada pelo PSD em articulação capitaneada por Merisio e assumida, com alguma relutância, pelo governador Raimundo Colombo (PSD). A vitória de Gean beneficiaria o vice-governador Eduardo Pinho Moreira (PMDB), de quem é mais próximo, e o senador Dário Berger (PMDB) — ex-prefeito da Capital e ausente da campanha até agora. Ambos também são pré-candidatos peemedebistas para 2018. Uma vitória de Angela ajuda a afastar PSD e PMDB, mas também reforça o deputado federal e ex-governador Esperidião Amin (PP), de olho na próxima majoritária.

Em Blumenau, é o PMDB que aposta em um aliado. Candidato à reeleição, Napoleão Bernardes (PSDB) tem apoio dos peemedebistas, em reconstrução na cidade, contra o PSD do deputado estadual Jean Kuhlmann. A reeleição do tucano atingiria Merisio e o deputado federal João Paulo Kleinübing, ex-prefeito de Blumenau, além de dar ao PSDB duas das 10 maiores cidades do Estado — aumentando o poder de fogo do partido.

Enquanto os quatro maiores partidos do Estado contam peças para o jogo de 2018, duas siglas passaram a viver climas opostos após a apuração dos resultados. O PSB conseguiu entrar no clube dos partidos que governam as principais cidades do Estado. Venceu em Chapecó, Balneário Camboriú e Brusque — alcançado 10 prefeituras contra duas em 2012. É aliado preferencial dos pessedistas e tem o ex-deputado Paulo Bornhausen como nome para majoritária. Enquanto isso, o PT viu o patrimônio definhar. Elegeu apenas 20 prefeitos, menos de metade dos 45 da última eleição, e viu lideranças como o ex-prefeito Carlito Merss serem rejeitadas nas urnas — o petista fez 5,8% dos votos e ficou em quarto lugar. O partido perdeu cidades como Tubarão, Concórdia e Gaspar e tem como principal prefeitura conquistada a de Imbituba, com Rosenvaldo Junior. 


 
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