Juiz rejeita pedido para anular processo contra acusados de planejar atentados no Brasil - Economia - O Sol Diário

Operação Hashtag25/10/2016 | 19h02Atualizada em 25/10/2016 | 19h02

Juiz rejeita pedido para anular processo contra acusados de planejar atentados no Brasil

Magistrado diz que não há indícios de que réus tenham sido constrangidos ou coagidos em interrogatório policial, como alegava a defesa 

Juiz rejeita pedido para anular processo contra acusados de planejar atentados no Brasil Paulo Rossi/Jornal Diário Popular de Pelotas
Um dos presos (de capuz) é um jovem gaúcho morador de Morro Redondo, Zona Sul do Estado Foto: Paulo Rossi / Jornal Diário Popular de Pelotas

O juiz Marcos Josegrei da Silva, da 14ª Vara Federal de Curitiba, negou a anulação do processo judicial a que respondem os suspeitos de planejar atos terroristas no Brasil. Os acusados são oito homens, presos pela Operação Hashtag, da Polícia Federal, em julho deste ano. Todos tiveram monitoradas conversas telefônicas e pela internet nas quais cogitavam a realização de atentados na Olimpíada do Rio, realizada em agosto.

Os oito réus, que continuam presos desde julho, são admiradores confessos do grupo extremista Estado Islâmico, que domina parte dos territórios da Síria e do Iraque. Em vários diálogos interceptados pela PF esses brasileiros juram lealdade à organização — responsável por degola de prisioneiros e atentados com carros-bomba, entre outros fatos. Alguns dos integrantes do grupo brasileiro falavam em exterminar minorias e envenenar a água dos participantes dos Jogos Olímpicos. Foi isso que convenceu o juiz Josegrei a determinar a prisão deles.Advogados dos oito presos alegam que eles ficaram incomunicáveis por 48 horas, após as prisões, sob constrangimento e coação a depor para a PF. Por isso, eles pediam a anulação do processo judicial contra seus clientes.

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O juiz Josegrei desconsiderou esse argumento.

"Não há qualquer indicação efetiva e específica de prejuízo aos denunciados em razão do não acompanhamento do ato por defensores, tampouco há indícios de ilegalidades praticadas em detrimento dos réus. A colheita dessas declarações foi registrada em vídeos, nos quais é possível verificar a regularidade dos procedimentos adotados pela autoridade policial, inclusive com referência às garantiasconstitucionais dos declarantes. Não há qualquer indício ou evidência de que os acusados tenham sido coagidos a prestar qualquer tipo de declaração. A prisão dos denunciados era do conhecimento de seus familiares", resume o magistrado, em despacho no qual deterina a continuidade do julgamento.


 
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