"Nós imaginávamos vencer por 2,5 mil a 3 mil votos de diferença", diz Antonio Ceron - Economia - O Sol Diário

Eleições 201602/10/2016 | 23h04Atualizada em 02/10/2016 | 23h04

"Nós imaginávamos vencer por 2,5 mil a 3 mil votos de diferença", diz Antonio Ceron

leonardo gorges

Quatro anos depois de ser derrotado por uma diferença de pouco mais de mil votos, Antonio Ceron (PSD) conseguiu o que tanto queria: ser eleito prefeito de Lages. O ex-deputado estadual conseguiu 35.242 votos (38,05%) e derrotou os candidatos Marcius Machado, do PR (32,96%), e Roberto Amaral, do PSDB (28,99%),

Após fazer a festa com seus correligionários em frente à Catedral Diocesana, ele falou com a reportagem do Diário Catarinense e garantiu que a saúde será a prioridade número um do seu governo. Leia abaixo a entrevista do futuro prefeito da maior cidade da Serra Catarinense.

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A diferença de pouco menos de cinco mil votos para o segundo colocado surpreendeu positiva ou negativamente?

Positivamente, até porque quatro anos atrás eu perdi por mil e pouquinhos. Essa foi uma eleição atípica, em que havia três candidaturas robustas politicamente. Desde o início, nos controles internos, nós tivemos uma relativa segurança, mas pequena. Nós imaginávamos vencer por 2,5 mil a 3 mil votos. Nos últimos dias crescemos - e eu acredito que o debate da RBS foi fundamental para os indecisos. De toda forma, a vitória veio. Estamos muito felizes e temos muita responsabilidade. Assumimos alguns compromissos com Lages e um que não vamos falhar é o respeito às pessoas e ao dinheiro público. Vamos dar a nossa contribuição para que Lages volte a ser uma locomotiva da economia de Santa Catarina e com isso gerar mais oportunidades de emprego e renda.

Quais áreas serão prioritárias no seu mandato?

A saúde, até porque eu serei o secretário. Terei um secretário de direito, mas eu diariamente vistarei os postinhos para, junto com os funcionários, motivá-los a melhorar o atendimento e fazer com que a população se sinta protegida. Temos também a questão da diminuição dos custos, num corte drástico com as despesas com cargos comissionados, que vamos reduzir em mais de 50%. Temos a geração de emprego e renda para que a economia esteja mais forte e tenhamos uma sociedade mais justa. Mas eu vou dedicar um olhar todo especial para as pessoas carentes. Somos a cidade de Santa Catarina que mais tem pessoas recebendo o Bolsa Família. Isso é um indicativo de que temos muitas dificuldades. Por isso que tive um gesto - que muitos consideraram demagógico, mas para mim foi de compaixão - de doar o meu salário dos quatro anos para colocar em um fundo, gerenciado por igrejas e entidades que já fazem filantropia, esses recursos, aliados àqueles que conseguiremos com a iniciativa privada. Tudo isso para minorar essa dificuldade desses irmãos nossos que passam muitas dificuldades.

Foram eleitos oito vereadores da sua coligação e outros oito das oposições. Pretende construir uma maioria na Câmara?

A democracia só funciona com a maioria. Você respeita a minoria, mas precisa de uma maioria para governar. Porém as causas que vamos encaminhar à Câmara de Vereadores serão de interesse da comunidade. Eu conheço os 16 vereadores eleitos e não haverá nenhum problema, até porque picuinhas ficarão em segundo plano. Quero construir, junto com os 16 vereadores eleitos, uma maioria nas causas que defendo para Lages. Quero ter oposição, sim, para que me mostre o caminho e me oriente quando, por ventura, a administração não estiver agindo dentro dos princípios preconizados, a fim de que o interesse da população seja maior. Queremos contar com o apoio de todos nesse sentido, até porque Lages está perdendo um pouco o trato e a ética no política. São assuntos muito caros ao lageanos e queremos resgatá-los nos próximos quatro anos.

O apoio do governador Raimundo Colombo foi fundamental para sua vitória?

Com certeza. Somos amigos do Raimundo há mais de 40 anos. Porém, mais do que meu amigo, ele é amigo de Lages. Ele viu a nossa proposta como aquela que vai resgatar as questões importantes para a cidade. Ele sempre ajudou e vai continuar ajudando. É evidente que a presença dele vai nos ajudar. Será um atalho nesse caminho que nós procuramos.

O prefeito Elizeu Mattos disse que a relação com o governo do Estado não estava boa. Pretende melhorar isso?

O retrovisor, como eu disse no discurso da vitória, você ocupa somente para o balizamento das suas ações. Tem que olhar para frente. O Raimundo é o maior político desta época moderna de Lages. Já tivemos aqui um presidente da república, Nereu Ramos. Somos o município com o maior número de governadores do Estado. E o Raimundo honra  os lageanos e todos os catarinenses com a sua gestão. Vai ajudar ainda mais Lages com uma parceria mais amiga e mais correta. É um aliado de primeira grandeza e necessidade para nós.

 
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