O peso de uma nova derrota para Jean Kuhlmann (PSD) - Economia - O Sol Diário

Eleições 201631/10/2016 | 00h27

O peso de uma nova derrota para Jean Kuhlmann (PSD)

Jean Kuhlmann (PSD) minimiza revés e agarra-se aos 13,6 mil votos a mais que somou no 2º turno

O peso de uma nova derrota para Jean Kuhlmann (PSD) Patrick Rodrigues/Agencia RBS
Foto: Patrick Rodrigues / Agencia RBS

A derrota e os aplausos ao anoitecer de quatro anos atrás se repetiram. Após acompanhar ao lado da noiva Cristiane e de um assessor no apartamento em que mora, no bairro Bom Retiro, a apuração que confirmou o segundo revés eleitoral frente a Napoleão Bernardes (PSDB) – desta vez por 57,6% a 42,4% dos votos válidos –, Jean Kuhlmann (PSD) partiu para um rápido encontro no CTG Fogo de Chão, no bairro da Velha. Lá, foi recebido com aplausos por menos de um minuto e alguns abraços de consolação de poucas lideranças e um grupo de cerca de 50 pessoas. Falou sobre a derrota, mas não deixou de citar problemas como vagas em creche e trânsito como fez na campanha – postura que promete manter, no papel de oposição. Às 20h14min deixou o local de mãos dadas com a noiva.

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Mas em um arcaico sistema que movimenta máquinas eleitorais a cada dois anos, o resultado de uma disputa move as peças em direção à próxima. Jean, que evitou usar a palavra derrota, sabe que precisa de mais do que isso para que a ressaca do segundo revés na disputa a prefeito não prejudique projetos visando a 2018, quando deve tentar o quarto mandato como deputado estadual.

Embora tenha vencido cinco das seis eleições que disputou para o Legislativo, Jean emplaca a segunda derrota no Executivo. Isso após se eleger deputado estadual em 2014 com 3,3 mil votos a menos que em 2010. No que pese a formação e a experiência de administrador, prefere não arriscar uma análise de que os resultados eleitorais significam que o eleitor o vê mais como um parlamentar do que gestor público. Mas o caminho pode ser menos áspero para Jean. Se em 2012 precisou explicar o vexame de ter feito menos votos no segundo turno do que no primeiro, desta vez agarra-se aos 13,6 mil votos a mais que recebeu na segunda parte da disputa como uma pedra de salvação para manter-se em alta.

Muito do futuro depende do poder de fogo do PSD na eleição estadual de 2018, prejudicado após derrotas em Joinville, Blumenau e Florianópolis e a perda de uma prefeitura no Vale (caiu de oito para sete). Se em 2018 a reeleição para deputado estadual pode ser um caminho ainda confortável após os 77.073 votos deste domingo, planos maiores correm risco de ficar comprometidos após a segunda derrota. Apesar do discurso tranquilizador das lideranças do PSD, Jean pode perder protagonismo na próxima disputa a prefeito, que cogita incluir nomes como o ex-prefeito João Paulo Kleinübing ou novos.

— Eventualmente nomes que não estão no circuito podem surgir. A eleição para 2020 começa agora — avalia o presidente interino do PSD em Blumenau e coordenador da campanha, Cássio Quadros.

Abertamente ninguém questiona a decisão de Jean de ter se lançado à disputa este ano. Se a campanha teve muitas críticas? O membro da diretoria do partido Nelson Santiago acredita que não e coloca a postura desta campanha como um diferencial que diminuiu a distância entre Napoleão e Jean de 2012 para 2016. Seja para os próximos anos da cidade ou ao seu futuro político, Jean não desiste do bordão que adotou na campanha: “tempos melhores virão”.

JORNAL DE SANTA CATARINA - Blumenau

 
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