Pedro Machado: Justiça libera novo pagamento a ex-funcionários da Sulfabril - Economia - O Sol Diário

Economia14/10/2016 | 15h57Atualizada em 14/10/2016 | 16h42

Pedro Machado: Justiça libera novo pagamento a ex-funcionários da Sulfabril

Pedro Machado: Justiça libera novo pagamento a ex-funcionários da Sulfabril Gilmar de Souza/Agencia RBS
Foto: Gilmar de Souza / Agencia RBS

Boa notícia para ex-funcionários da antiga Sulfabril. A Justiça autorizou nesta semana uma nova rodada de pagamentos para aqueles que têm dinheiro a receber da massa falida. O rateio equivale a 20% do valor da dívida trabalhista, hoje atualizada em R$ 33,5 milhões. Ou seja, serão liberados R$ 6,7 milhões.

Os depósitos devem ser feitos em breve. O dinheiro cairá na mesma conta em que o ex-funcionário já recebeu rateios anteriores, explica Vivian Kreutzfeld Bertoldi, presidente do sindicato dos trabalhadores têxteis da região (Sintrafite). Quem não tem conta bancária vinculada ao processo deve procurar a entidade.

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De acordo com a juíza Quitéria Tamanini Vieira Péres, responsável pelo processo de falência da empresa, a Sulfabril tem cerca de 3,2 mil credores trabalhistas - este número costuma variar porque a todo instante novos nomes entram no quadro geral, conforme o andamento de novos processos. Com a divisão de agora, ex-funcionários terão recebido, cada um, 70% do valor da dívida.

Os recursos vêm principalmente da venda dos bens da antiga Sulfabril em leilão que ocorreu em setembro do ano passado e rendeu R$ 40,8 milhões. Como os arrematantes estão pagando as parcelas em dia, a Justiça conseguiu juntar dinheiro suficiente para um novo rateio. Novos créditos advindos de ações judiciais que estão em tramitação podem ajudar a engordar ainda mais o caixa da massa falida.

Restando apenas 30% dos créditos trabalhistas a serem pagos, a magistrada estima que, neste ritmo, é possível quitar toda a dívida com os trabalhadores em até dois anos. Um novo rateio deve ocorrer em setembro de 2017.

Por lei, a prioridade nos processos de falência é pagar as dívidas trabalhistas. Por outro lado, a juíza admite que dificilmente outros credores, como fornecedores e bancos, vão receber.

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