Upiara Boschi: sobre símbolos na política - Economia - O Sol Diário

Eleições 201604/10/2016 | 07h12Atualizada em 04/10/2016 | 07h13

Upiara Boschi: sobre símbolos na política

upiara boschi
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As vitórias simbólicas são muito valorizadas no mundo da política. Às vezes até de forma exagerada. A disputa pela prefeitura de Xanxerê, a 30ª maior cidade de Santa Catarina com pouco menos de 50 mil habitantes, é um exemplo. Vizinho a Chapecó, é o município em que iniciou carreira política o deputado estadual Gelson Merisio (PSD), presidente da Assembleia Legislativa e pré-candidato ao governo.

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Essa condição fez da cidade oestina palco de uma dessas eleições simbólicas. Com Merisio trabalhando fortemente por todo o Estado para opor PSD e PMDB de olho em uma nova composição política para as próximas eleições, os peemedebistas lutaram para aplicar uma derrota no quintal do pessedista. Quase conseguiram: apenas 24 votos deram a vitória a Avelino Menegolla (PSD) contra Adenilso Biasus (PMDB).

Outras batalhas como essas se multiplicaram no domingo que passou. O vice-governador Eduardo Pinho Moreira (PMDB) emplacou Mauro Candemil (PMDB) na Laguna em que nasceu, mas viu o adversário Clésio Salvaro (PSDB) vitorioso na Criciúma que o alçou à política. O senador Dário Berger (PMDB) foi escondido pelo correligionário Gean Loureiro no primeiro turno de Florianópolis e não conseguiu levar José Natal (PMDB) à vitória em São José. O deputado federal Mauro Mariani (PMDB) não elegeu um aliado em Rio Negrinho, cidade em que foi prefeito, mas ainda torce por Udo Döhler em Joinville.

O governador Raimundo Colombo (PSD), enfim, conseguiu ver o colega Antonio Ceron eleito em Lages. O senador Paulo Bauer (PSDB) viu seus candidatos longe da vitória em Jaraguá do Sul e Joinville. O deputado federal Esperidião Amin (PP) joga todas as fichas no segundo turno de Florianópolis, onde está presente a mulher e ex-prefeita Angela Amin.

Em Chapecó, o petista Cláudio Vignatti viu a deputada estadual Luciane Carminatti em segundo lugar e a reeleição da mulher Marcilei Vignatti na Câmara de Vereadores. É um verdadeiro mosaico simbólico em que lideranças estaduais se empenharam em aplicar derrotas paroquiais aos futuros adversários.

Nessas horas é bom lembrar da eleição de 2008, quando Luiz Henrique da Silveira, Colombo, Pinho Moreira e Leonel Pavan perderam em suas bases. Dois anos depois, a tríplice aliança (PMDB, DEM e PSDB) se reuniria pela última vez para dar o primeiro mandato de governador a Colombo. Uma vitória nada simbólica.

 
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