Veja as diferenças entre os planos dos candidatos a prefeito em Florianópolis, Joinville e Blumenau - Economia - O Sol Diário

Eleições 201627/10/2016 | 05h40Atualizada em 27/10/2016 | 10h23

Veja as diferenças entre os planos dos candidatos a prefeito em Florianópolis, Joinville e Blumenau

Diário Catarinense elencou as propostas para três pilares considerados fundamentais e buscou avaliação de um especialista de cada área

Os planos de governo dos candidatos a prefeito devem, por definição, planejar os quatro anos da futura administração municipal. Nesta reta final de campanha eleitoral, o Diário Catarinense levantou pontos importantes destacados nos planos dos concorrentes que disputam o segundo turno em Florianópolis, Joinville e Blumenau.

Foram elencadas propostas e encaminhamentos de três pilares fundamentais para estas cidades, trazendo também a avaliação de um especialista de cada área, de cada município. As ideias constam nos planos de governo disponíveis nos sites das campanhas ou registrados no Tribunal Superior Eleitoral até terça-feira.

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Conforme o doutor em Sociologia e professor de Ciências Políticas da Furb, Oklinger Mantovaneli Júnior, hoje os planos de governo expressam muito uma dimensão política, quando na verdade deveriam discutir uma dimensão programática pensando realmente no melhor para as comunidades. Para ele, isso ocorre principalmente porque as coalizões partidárias em torno de uma candidatura acabam criando uma identidade ampla demais para aquela campanha. Isso então acabaria refletindo nas propostas.

– O plano "ideal" teria que equilibrar um alinhamento geral com propostas pontuais. Primeiro é preciso ter o conjunto de valores pelos quais as coisas públicas serão administradas. Nesse ponto inicial que se diferencia um partido do outro, e aí as obras vão pra uma ou outra direção. Por exemplo, um partido que tem como primeiro valor a sustentabilidade no sentido cultural, não vai por asfalto em qualquer lugar – analisa o professor.

O cientista político e professor da Univali Fernando Fernandez considera que a principal função do plano é conquistar adesões, tendo algumas propostas exclusivas e específicas. Ele diz que, especialmente em momentos de crise financeira nacional, como o Brasil vive hoje, seria importante demonstrar criatividade e capacidade de otimizar recursos e ações nas prefeituras.

– Mas não pode ser utopia. Não pode prometer questões que eles sabem, ou deveriam saber, que não dá para fazer. O eleitor precisa se perguntar se essa criatividade é utópica ou é possível. A gente vê uma campanha muito abstrata, com poucas propostas concretas – comenta, acrescentando que a população tem dado pouca importância para isso:

– Se não se ensina o cidadão a ser cidadão, é difícil que ele aprenda sozinho. O eleitor está muito acostumado a criticar, mas não a "trabalhar", no sentido de em uma eleição ir atrás do que os candidatos estão falando. Fica no conformismo.

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