Veja propostas do plano de governo de Udo e Darci sobre três assuntos importantes para Joinville - Economia - O Sol Diário

Eleições 201627/10/2016 | 05h44Atualizada em 27/10/2016 | 05h44

Veja propostas do plano de governo de Udo e Darci sobre três assuntos importantes para Joinville

As ideias constam nos planos de governo disponíveis nos sites das campanhas ou registrados no Tribunal Superior Eleitoral até terça-feira

Veja propostas do plano de governo de Udo e Darci sobre três assuntos importantes para Joinville a noticia/Agencia RBS
Foto: a noticia / Agencia RBS

Nesta reta final de campanha eleitoral, o Diário Catarinense levantou pontos importantes destacados nos planos dos concorrentes que disputam o segundo turno em Joinville. Foram elencadas propostas e encaminhamentos de três pilares fundamentais, trazendo também a avaliação de um especialista de cada área. As ideias constam nos planos de governo disponíveis nos sites das campanhas ou registrados no Tribunal Superior Eleitoral até terça-feira.

Infraestrutura viária

Darci

— Realizar estudo técnico para definir as prioridades da mobilidade urbana de Joinville e buscar financiamentos e parcerias para as seguintes obras: revitalização e duplicação da Rua Ottokar Doerffel, duplicação da Rua Dona Francisca com elevados na Rotatória do Tecelão e Rodovia Edgar Meister, elevado da Avenida Marquês de Olinda com a Ottokar Doerffel, elevado da Avenida Paulo Schroeder com a Boehmerwaldt, binário da Rua Guanabara com a Rua Florianópolis, ponte da Rua Aubé, ponte da Rua Anêmonas, ponte Ademar Garcia (em parceria com governo do Estado e bancos de desenvolvimento), ligação da Rua Alfredo Wagner com Rua dos Aimorés, ligação da Avenida Marquês de Olinda com Avenida Ramos Alvin, retomar projeto da Almirante Jaceguay.
— Implantar um Programa de Pavimentação Comunitária, no qual os moradores entram com 25% do custo, pagos em prestações, e a prefeitura com 75% do valor total da obra (nos últimos dias, o candidato tem focado em uma proposta de uma usina de asfalto).
— Implementar nas ruas secundárias um amplo programa de pavimentação alternativa (lajotas e outras soluções técnicas).
— Garantir a eficiência dos serviços de tapa buracos nas vias pavimentadas.

Udo

— Iniciar tratativas com o governo federal para implantar os eixos de contorno Leste e Oeste de Joinville.
— Projeto para duplicar o Eixo Industrial, a Rua Dona Francisca, a Avenida Almirante Jaceguay, a Rua XV de Novembro e a Rua Ottokar Doerffel, em parceria com o governo do Estado.
— Retomar o projeto do Eixo Ecológico Leste, complexo viário com tratamento paisagístico diferenciado e ciclovias, envolvendo os bairros Comasa, Jardim Iririú e parte do Aventureiro.
— Implementar o Programa de Pavimentação Comunitária, através de parcerias com moradores para obras que resultem na valorização imobiliária e urbana.
— Reabilitação asfáltica dos principais eixos viários da cidade.
— Construção da ponte entre as ruas Plácido Olímpio e Aubé.
— Construção das pontes das ruas Nacar e Anêmonas.
— Viabilizar a construção da ponte entre os bairros Adhemar Garcia e Boa Vista.

Todas as futuras obras apresentadas como plano de governo representam parte do anseio e são hoje os gargalos no transito para a população de Joinville. Parte destas propostas de governo já estão contempladas no PlanMOB (Plano de Mobilidade) de Joinville, algumas até com projeto e verba para as obras. Dizer que todas estas obras propostas irão ser executadas em quatro anos é uma irresponsabilidade. Os planos de governo deveriam ser mais informativos a população, apresentar mais dados da  dinâmica da execução de uma obra pública. As obras citadas tem um alto impacto financeiro, portanto tem que ser planejadas a longo prazo, mas tem que ser estartadas imediatamente com seus levantamentos, estudos e projetos. Sobre a usina de asfalto, a estrutura em toda a sua complexidade requer investimento em uma área, afastada da cidade devido aos passivos ambientais e aquisição dos equipamentos ( usina ) e carregadeira. Estes custos de aquisição são menores e para ela ser viável deve se ter uma grande demanda de obras e continuas. Uma usina parada vira sucata em pouco tempo. O primeiro e mais grave problema é o custo e a logística de manutenção elétrica e mecânica desta usina.
Daniel Kandler Signori, engenheiro civil e membro do Crea-SC

Saúde/Hospital São José

Darci

— Ampliação da capacidade de atendimento dos PAs, com a contratação de mais médicos, aquisição de equipamentos e ampliação do horário de atendimento ao público.
— Construção de uma Unidade de Pronto Atendimento na região Oeste, para ampliar a cobertura do atendimento e desafogar o movimento nos outros Pronto Atendimentos da cidade.
— Ampliar o número de leitos de internação e UTI no Hospital São José, assim como a quantidade de cirurgias.
— Pleitear junto ao governo do Estado e governo federal recursos para investimentos e a complementação da folha de pagamento do Hospital São José.

Udo

— Entregar a nova UTI, Centro de Materiais Esterilizados e Centro Cirúrgico do Hospital São José.
— Construção do prédio de apoio no Hospital São José, englobando farmácia e terapias complementares (Terapia Ocupacional, Fisioterapia e Nutrição).
— Modernização de equipamentos de Raio-X por sistemas digitais nos PAs e Hospital São José.
— Implantação de Centro de Diagnóstico de Imagens Integrado com laudo 24h entre PAs e Hospital São José.
— Entregar o PA Sul ampliado e revitalizado.
— Implantação de Centro de Atendimento ao Pequeno Trauma Ortopédico, para reduzir a superlotação do Pronto Socorro do Hospital São José.

Na verdade, as duas propostas se assemelham no que diz respeito a demandas aleatórias e não prioritárias, seguindo o atual modelo de saúde do município, reforçando investimentos em saúde secundária e terciária e nenhuma proposta contemplando a saúde primária que deveria ser a prioridade em um modelo moderno de atenção. Observa-se que são medidas que parece terem sido colocadas ali mais como uma maneira de responder ao quesito saúde da plataforma do que algo baseado em uma política concreta das necessidades da população e dos recursos e estruturas disponíveis. Salta os olhos a ausência de vinculação orçamentária, ou seja, de onde sairão os recursos para tais obras, tendo em vista a situação de comprometimento das finanças municipais na área de saúde e uma bastante provável redução do aporte estadual e federal com a provável aprovação da PEC 241.
Antonio Garcia, presidente da Sociedade Joinvilense de Medicina

Educação/Inclusão e vagas em Centros de Educação Infantil

Darci

— Reestruturar o programa de creches comunitárias e particulares, através de parcerias e do reajuste do convênio pago pela Prefeitura, para ampliar o número de vagas em todas as regiões da cidade.
— Implementar gradativamente ¿Centros de Convivência¿ para educandos no contraturno, a exemplo de projetos como Ecos da Esperança e Dom Bosco.
— Ser referência na educação especial e inclusiva.

Udo

— Dar continuidade ao programa de ampliação, reforma e manutenção da Rede Municipal de Ensino.
— Dar continuidade à expansão da oferta de vagas na Educação Infantil.
— Fortalecer as ações de políticas públicas da educação especial na perspectiva da educação inclusiva.

A atual gestão optou em parcializar compulsoriamente toda a pré-escola (atendimento de 4 e 5 anos); assim, somou à já deficitária educação infantil municipal outro problema, pois famílias trabalhadoras necessitam, e já estavam organizadas, com o atendimento em tempo integral de seus filhos. A proposta de Darci que prevê a "reestruturação do programa creche comunitária e particulares", pode ser uma medida apenas emergencial para atender pelo menos as famílias que mais demandam pelo período integral; entretanto, se esse for o único investimento na educação infantil ele também irá gerar novos problemas, pois a parceria público – privado, na educação infantil é histórica, assim como são históricos os diversos problemas que as pesquisas indicam. A proposta do Udo, de "Dar continuidade à expansão da oferta de vagas na Educação Infantil", se ele continuar com sua atual política, incrementará problemas e não efetivamente ampliará a educação infantil. Atualmente, a parcialização do atendimento não gerou ou dobrou de vagas, o que seria possível pensar em uma matemática de senso comum. É necessário considerar que famílias que tinham atendimento integral tiveram esse direito retirado, e passam a ter vaga em período parcial com horário de funcionamento, que para muitas famílias dificultou muito sua vida cotidiana. A ideia de que mais famílias foram atendidas só será possível mensurar considerando o número de vagas efetivamente ocupadas, ou seja, necessário verificar se todas as vagas foram utilizadas.
Rosânia Campos, doutora em Educação pelo Programa de Pós-Graduação em Educação da UFSC

 
  •                                
  •  
     
  •  
     
  •  
O Sol Diário
Busca
clicRBS
Nova busca - outros