Carolina Bahia: "Geddel é fichinha" - Economia - O Sol Diário

Brasília22/11/2016 | 06h01

Carolina Bahia: "Geddel é fichinha"

O presidente Michel Temer erra ao preservar o enrolado ministro Geddel Vieira Lima (Secretaria Geral). Ele está envolvido em um caso de tráfico de influência malsucedido. Responsável pela articulação política, ele jamais poderia ter defendido o interesse de um empreendimento privado junto a um colega do governo. Não tem desculpa. Mas dentro do Palácio do Planalto, há quem defina o ato de Geddel junto ao Ministério da Cultura como um “deslize”. Um conselheiro do Planalto justifica: o impacto da delação da Odebrecht, segundo ele, poderá ser tão devastador que não vale a pena demitir um ministro agora. Daqui a algumas semanas o caso de Geddel será fichinha.

Patinando

Em conversas reservadas, empresários integrantes da primeira reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, o chamado Conselhão, no governo Temer, reconheciam que o caso Geddel contribui para a falta de confiança do setor. A palavra de ordem, para um experiente conselheiro, ainda é esperança. Confiança e otimismo não ganharam força.

Pé no ouvido

Ao final do almoço com ministros e integrantes do Conselhão, no Palácio da Alvorada, o presidente Temer teve uma longa e reservada conversa com o novo ministro da Cultura, Roberto Freire. A ordem é acabar com as polêmicas envolvendo a pasta, inclusive aquelas sobre empreendimentos imobiliários.

Ajuda

A expectativa da equipe econômica do governador Raimundo Colombo é que na reunião de hoje sobre a crise nos Estados, em Brasília, o ministro Henrique Meirelles (Fazenda) ao menos anuncie o repasse de recursos da multa da repatriação. Para Santa Catarina, seriam cerca de R$ 42 milhões.

— Estamos pagando a folha em dia, mas o dia a dia é difícil. Não está sobrando dinheiro — afirma o secretário da Fazenda do Estado, Antonio Gavazzoni.

Com a Fazenda

O presidente Michel Temer está convencido de que os Estados precisam de algum tipo de ajuda neste final de ano, mas o Ministério da Fazenda é que precisa viabilizar o instrumento de repasse. A verba da repatriação é considerada insuficiente. Outra possibilidade seria uma linha de financiamento.

JORNAL DE SANTA CATARINA

 
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