Morte de Fidel Castro desperta reações distintas entre políticos brasileiros - Economia - O Sol Diário

Repercussão26/11/2016 | 13h45Atualizada em 27/11/2016 | 14h35

Morte de Fidel Castro desperta reações distintas entre políticos brasileiros

Líder cubano foi chamado de "exterminador de liberdades" por um deputado e de "ícone de gerações" por outra congressista

Morte de Fidel Castro desperta reações distintas entre políticos brasileiros Adalberto ROQUE/AFP
Foto: Adalberto ROQUE / AFP
Estadão Conteúdo
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A morte do ex-líder cubano Fidel Castro gerou reações bem diferentes entre os políticos brasileiros. Uma das manifestações mais contundentes foi a comemoração do deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ), que é membro da Comissão de Relações Exteriores da Câmara, que o classificou de "exterminador de liberdades".

— Fidel Castro, um grande exterminador de liberdades e promotor da miséria do mundo todo, certamente terá, ao lado de ídolos do PT, PCdoB e PSOL uma estadia eterna nas profundezas do inferno — disse Bolsonaro em vídeo.

Do outro lado do campo político, o presidente nacional do PT, Rui Falcão, se referiu a Fidel como "comandante" — termo usado pelos cubanos que apoiam o governo.

"Fidel foi um dos grandes personagens políticos da América Latina e do mundo do nosso tempo. A Revolução Cubana que conduziu junto com outros dirigentes de seu país foi uma realização do direito à autodeterminação dos povos, da busca da igualdade e justiça social e de defesa intransigente de seu país diante de ingerências externas", disse Falcão em nota, definindo o ex-presidente cubano como "amigo do Brasil e do PT".

"Junto com Lula, (Fidel Castro) foi idealizador do Foro de São Paulo. Nos solidarizamos, neste momento de perda e tristeza, com seus familiares, companheiros de partido e, sobretudo, com o povo cubano", finalizou.

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O presidente do Congresso, senador Renan Calheiros (PMDB-AL), divulgou uma nota em que lamenta a morte do líder em tom respeitoso:

"Em nome do Congresso Nacional, lamento a morte de Fidel Castro que, a despeito de suas convicções e ideologias políticas, foi um homem que marcou a história mundial. Em momentos como este, devemos nos lembrar que posições políticas diferentes, desde que respeitados valores democráticos, contribuem para enriquecer nossa história".

"Ditador insano"

Entre as demais demonstrações, o ex-deputado tucano Xico Graziano, que foi auxiliar direto do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, usou as redes sociais para chamar o líder cubano de "ditador insano".

"Fidel Castro surgiu como herói libertário e morreu como ditador insano. Triste fim de um mito da esquerda. A história não o absolverá", escreveu.

Já o vice-presidente da Comissão de Relações Exteriores na Câmara, o tucano Luiz Carlos Hauly (PR), disse que o desaparecimento de Fidel Castro representa o fim da utopia comunista.

"Acho que, com a morte de Fidel, morre a ilusão do comunismo no mundo", comentou.

"Ícone de gerações"

A presidente nacional do PCdoB, deputada Luciana Santos (PE), disse em nota que o partido se rendia "à tristeza natural pela despedida a um grande líder, ao mesmo tempo nos inspiramos em seu pensamento e seu legado para transformar a lágrima em prática revolucionária, para transformar o luto em luta".

"Ícone de gerações, Fidel embalou os sonhos daqueles que acreditam que esse mundo tem jeito", destacou na mensagem.

O vice-presidente nacional do PT, Alberto Cantalice, também lamentou por comunicado divulgado à imprensa:

"A história sempre faz justiça. A justiça verdadeira, não a dos justiceiros, dos hipócritas. Viva Fidel!!!".

Embora não seja político, mas com grande influência no mundo político, o líder da Igreja Assembleia de Deus, Silas Malafaia, destacou o caráter ditador de Fidel Castro.



 
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