Pancho: Câmara volta atrás e aprova salário do vice-prefeito de Blumenau - Economia - O Sol Diário

Votação14/12/2016 | 08h28

Pancho: Câmara volta atrás e aprova salário do vice-prefeito de Blumenau

Vereadores aprovaram ontem um projeto que devolve o subsídio mensal de R$ 10,7 mil ao vice



Sete meses depois de votar a favor do fim do salário do vice-prefeito de Blumenau a partir do ano que vem, a maioria dos vereadores da cidade recuou e aprovou ontem um projeto de lei que devolve ao ocupante do cargo o direito de receber um subsídio mensal de R$ 10,7 mil. O autor da lei que acabava com o salário, Ivan Naatz (PDT), e o vereador Vanderlei de Oliveira (PT) mantiveram a postura em relação à votação de maio e usaram a tribuna para atacar a mudança de voto dos colegas. Disseram que a atitude envergonha essa legislatura, que terá a última sessão na quinta-feira.

O suposto beneficiado seria o atual presidente da Câmara e vice-prefeito eleito, Mário Hildebrandt (PSB), que não participou da sessão. À coluna ele disse que vai assumir uma secretaria no próximo ano e optar por receber o salário de secretário. O projeto aprovado ontem dá a ele o direito de escolher qual salário receber. Não há a possibilidade de acumular rendimentos. Na prática, portanto, não haveria prejuízo aos cofres da prefeitura e tampouco benefício a Hildebrandt.

Entre os vereadores que voltaram atrás, várias são as justificativas de mudança de voto. Jefferson Forest (PT) disse que conhece Mário Hildebrandt e sabe que ele não será um vice figurativo como foi, na opinião dele, Jovino Cardoso Neto (PSD). Já Robinho Soares (PR) fez uma reavaliação depois das eleições. Na opinião dele, deixar o vice sem salário tornaria-o refém político do prefeito.

Zeca Bombeiro (SD) disse que a mudança tem relação com a maneira como o autor do projeto, Ivan Naatz (PDT), usou o tema para se promover durante a campanha para prefeito. Cezar Cim (PP) votou pela volta do salário porque ficou o compromisso de criar atribuições para o cargo. Célio Dias (PR) também mudou de voto, mas não retornou a ligação da coluna. Adriano Pereira (PT), que foi favorável ao fim do salário em maio, se absteve desta vez e Almir Vieira (PP), suplente de Fábio Fiedler (PSD), mudou o voto do titular por convicção pessoal.

No fim das contas é possível dizer que faltou discussão na primeira votação, já que alguns reavaliaram convicções formadas, pelo visto, apressadamente. A impressão que fica é a de que a manobra de tirar o salário do vice-prefeito em maio, antes das eleições municipais, para devolver o subsídio depois da campanha política tem mais relação com o suposto fortalecimento do discurso dos candidatos à reeleição na Câmara do que qualquer outra coisa. Resumindo, aprovaram uma medida populista para passar por bons diante dos eleitores nas urnas. E ponto final.

Se foi isso, não deu muito certo para alguns.

JORNAL DE SANTA CATARINA

 

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