Magistrados que ajudavam Teori não podem assinar homologação de delações da Odebrecht na Lava-Jato - Economia - O Sol Diário

Sua Segurança24/01/2017 | 10h51Atualizada em 24/01/2017 | 11h26

Magistrados que ajudavam Teori não podem assinar homologação de delações da Odebrecht na Lava-Jato

Ainda que equipe do ministro possa dar andamento às análises dos depoimentos dos executivos da empreiteira, liberação dos acordos precisa ser assinada por um ministro do STF, que pode ser a própria presidente Cármen Lúcia

Magistrados que ajudavam Teori não podem assinar homologação de delações da Odebrecht na Lava-Jato Tadeu Vilani/Agencia RBS
Cármen Lúcia (de cabelo grisalho e óculos escuros) esteve no velório de Teori e, dois dias depois, autorizou juízes a ouvir delatores da Lava-Jato Foto: Tadeu Vilani / Agencia RBS

Os três juízes-auxiliares convocados por Teori Zavascki para ajudá-lo na hercúlea tarefa de triar a delação da Odebrecht – a maior da história brasileira – não podem homologar os acordos de colaboração. Eles podem ouvir os 77 delatores, que formam o núcleo executivo da empreiteira. E farão isso, por autorização já concedida pela presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia.

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Teori, morto em um acidente aéreo na quinta-feira, tinha convocado um trio de magistrados de primeira instância para ajudá-lo. São eles os catarinenses Márcio Schiefler Fontes (o mais enfronhado na Operação Lava-Jato) e Paulo Marcos de Farias e o alagoano Hugo Sinvaldo Silva da Gama Filho. Os três devem retomar nesta terça-feira o interrogatório dos 77 delatores. 

É tarefa para no mínimo oito dias úteis, calcula um procurador da República que atua em Brasília e acompanhou todo o acordo de colaboração firmado com a Odebrecht. Cada audiência deve levar no mínimo meia hora. Nesse ritmo, a homologação definitiva das delações deve ocorrer na primeira semana de fevereiro, estima essa fonte, que pediu para não ter o nome revelado.

Schiefler, Farias e Sinvaldo farão os interrogatórios, perguntando se o colaborador foi pressionado a assinar o acordo. Caso concluam que tudo está nos conformes, assinarão a ata de oitiva dos delatores, mas não podem homologar nada. Passarão todo o material para um ministro do STF.

Especula-se que a própria Cármen Lúcia seja esse ministro, caso o material analisado pelos juízes fique pronto ainda em janeiro. 

Na segunda-feira, ela teve uma longa reunião com os três juízes-auxiliares. O objetivo foi tomar pé da delação, ter ideia do ritmo de trabalho necessário. Satisfeita, autorizou que os magistrados prossigam no interrogatório dos delatores. 

É muito provável que ela mesma, num canetaço, libere as delações. O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, já declarou que, assim que homologados, os depoimentos serão divulgadas à mídia, quebrando a expectativa em relação aos 229 políticos delatados pela Odebrecht por recebimento de propina e Caixa 2.


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