Vereadores de Blumenau dispensam celular e pedem passe de ônibus no lugar do carro oficial - Economia - O Sol Diário

Política11/01/2017 | 10h13Atualizada em 11/01/2017 | 12h41

Vereadores de Blumenau dispensam celular e pedem passe de ônibus no lugar do carro oficial

Proposta é mostrar que há gastos desnecessários no Legislativo

Foto: Reprodução / Facebook


Em tempos de austeridade no poder público, três vereadores de Blumenau decidiram abrir mão de benefícios para provar que é possível reduzir custos no Legislativo sem atrapalhar a qualidade dos trabalhos. Bruno Cunha (PSB), Ricardo Alba (PP) e Gilson de Souza (PSD) se comprometeram a usar um terço a verba de gabinete, que é de R$ 3 mil por mês, dispensaram o celular funcional e o carro da Câmara. Ao invés disso, protocolaram uma indicação para a Mesa Diretora pedindo para receberem passe livre de ônibus.

A inspiração veio de Londres, onde nem o prefeito tem direito a carro pago com dinheiro público. Bruno Cunha, que confessa não ter muita intimidade com o transporte público em Blumenau, garante que usará o ônibus em visitas comunitárias. E pretende usar a experiência para sentir na pele os problemas enfrentados pelos usuários.

A medida, segundo ele, trará uma boa economia aos cofres públicos:

_ Pelo que eu soube, cada carro alugado pela Câmara custa R$ 1,3 mil por mês. Com os outros custos, como motorista, manutenção, deve chegar a R$ 3 mil cada um. Entendemos que cada vereador pode usar o próprio carro e o transporte coletivo.

As demais alternativas também foram colocadas na ponta do lápis. Com celulares, são R$ 700 de verba por mês. Mais os R$ 2 mil que cada um vai dispensar da verba de gabinete, são quase R$ 6 mil de gastos a menos para cada vereador que aderiu à ideia.

_ Queremos mostrar que existe uma diferença entre ter estrutura e ter privilégios. A estrutura é aceitável, Blumenau é uma cidade grande, o vereador precisa de assessoria. Mas a verba de gabinete é muito elevada. Acaba sendo usada para mandar cartões de feliz Natal, para enviar coisas pelos Correios, atitudes que têm promoção pessoal e não retorno comunitário.

As medidas correspondem a um compromisso proposto pela comunidade e assinado em campanha, pelos parlamentares, em que eles prometeram ações de moralidade e de corte de custos no poder público.

 

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