Produção industrial de SC acelera e tem alta de 3,6% em dezembro - Economia - O Sol Diário

Reação na economia07/02/2017 | 12h12Atualizada em 07/02/2017 | 17h50

Produção industrial de SC acelera e tem alta de 3,6% em dezembro

Apesar do aumento no mês, acumulado do ano apontou queda de 3,3%

Produção industrial de SC acelera e tem alta de 3,6% em dezembro Cleber Gomes/Agencia RBS
Apesar do aumento no mês, acumulado do ano apontou queda de 3,3% Foto: Cleber Gomes / Agencia RBS

A produção industrial catarinense teve um bom resultado no último mês de 2016. Pesquisa divulgada nesta terça-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) aponta um crescimento de 3,6% em dezembro na comparação com o mês anterior. Em nível nacional, Santa Catarina apresentou o quarto melhor índice entre os 14 estados pesquisados, atrás apenas do Ceará (12,4%), Rio Grande do Sul (6,3%) e Espírito Santo (5,1%). O resultado mostra uma intensificação da melhora do setor industrial no Estado, que já havia apresentando alta mais tímida (0,6%) em novembro. 

Quando a comparação é com dezembro de 2015, o crescimento da indústria catarinense foi ainda maior: 6,3%, atrás apenas do Pará (10,1%) e Paraná (6,5%). Na divisão por setores, nove dos doze tiveram alta na comparação anualizada. O crescimento foi puxado em especial pela confecção de artigos do vestuário e acessórios (17,0%), setor têxtil (9,6%), pelos produtos alimentícios (8,5%) e a produção de veículos automotores, reboques e carrocerias (50,9%).

Na outra ponta, as influências negativas sobre o total da indústria vieram dos setores de produtos de metal (-19,7%), de produtos de minerais não-metálicos (-9,1%) e de máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-5,7%).

Para o diretor de desenvolvimento institucional e industrial da Federação das Indústrias do Estado (Fiesc), Carlos Henrique Ramos Fonseca, o resultado positivo de dezembro é um prelúdio do que está por vir em 2017. Segundo ele, o ano será de uma retomada lenta, porém gradual do crescimento.

— Em uma novembro já havia estabilizado, mas dezembro surpreendeu com um impacto positivo. Santa Catarina fechou 2016 com uma queda menor do que a média nacional, Agora a expectativa é que o crescimento de 2017 também seja maior — diz Fonseca, sobre a expectativa do Banco Central de um crescimento de 1% da produção industrial nesse ano.

Outro ponto positivo destacado pela Fiesc é a melhora dos índices de comércio exterior, já que janeiro foi o melhor mês desde 1997, com crescimento das exportações de 37,26%.

— O industrial catarinense está recuperando a confiança e com isso os investimentos aparecem, o que por sua vez deve melhorar os índices produtivos — aposta.

Queda anual

Apesar dos bons números na comparações mensal e anual, a produção industrial catarinense registrou uma queda de 3,3% ao longo do ano de 2016. O número não é bom, porém o decréscimo é menor do que em 2015, quando o tombo foi de 8,1%. Em 2014, a queda havia sido de 2,5%.

Em âmbito nacional, a indústria teve alta média de 2,3% em dezembro e registrou crescimento em 10 dos 14 estados pesquisados. Os destaques negativos do mês foram o Amazonas (-2%), São Paulo (- 1,5%), Rio de Janeiro (- 0,9%) e Pará (-0,7%).

Bons resultados na Altenburg

A Altenburg, umas das mais tradicionais têxteis de Santa Catarina, ainda não fechou o balanço completo de 2016, mas o presidente, Rui Altenburg, afirma que houve crescimento, ainda que abaixo do objetivo estipulado pela empresa. 

— Nós vamos fechar com resultado, sim. Talvez nós não vamos atingir a nossa meta prevista, estamos um pouco abaixo da meta, mesmo assim tivemos um crescimento e estamos também projetando um crescimento razoável para esse ano — afirma, evitando estabelecer números e percentuais. 

Para o empresário, o momento ainda é de cautela e também de espera pelas próximas ações do governo federal que podem impactar diretamente os setores produtivos:

— Existem empresas como a nossa que cresceram em 2016 e pretendem crescer em 2017, mas eu digo pretendemos, porque ninguém sabe o que o nosso governo central vai acabar realizando nesses próximos meses, então isso pode afetar seriamente o desenvolvimento das atividades econômicas.

  *Colaborou Aline Camargo

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