"Se os EUA sobretaxarem importações, teremos problemas", diz vice-presidente da Fiesc - Economia - O Sol Diário

Entrevista01/02/2017 | 11h49Atualizada em 01/02/2017 | 12h02

"Se os EUA sobretaxarem importações, teremos problemas", diz vice-presidente da Fiesc

Maurício Cesar Pereira comenta momento de incertezas no mercado

Foto: Night e Cia / Divulgação

Vice-presidente regional da Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (FIESC) para a Foz Rio Itajaí, Maurício Cesar Pereira é aposta na recuperação da indústria local em 2017. Mas comenta os reflexos que a política norte-americana pode trazer à região.

Há perspectiva de recuperação na indústria local este ano?
Sim, primeiro pela política econômica do governo federal, que deve trazer os resultados que estamos aguardando. Segundo pelas visitas que temos recebido em Itajaí dos ministros, Agricultura, Transportes, a região de Itajaí tem a economia centrada nesses pilares, porto e pesca. As noticias são boas, se saírem do papel. Para que Itajaí retome o pleno desenvolvimento, precisamos que o porto volte a atuar com competitividade. Isso só será possível com bacia de evolução e dragagem.

Que setor da nossa indústria regional está tendo o momento mais difícil?
Os setores ligados à Petrobras, as empresas do setor metal-mecânico, que tinham a Petrobras como cliente principal ou eram terceirizadas. Houve um desemprego expressivo. E a construção naval também. Junto com os problemas no porto, isso gera uma retração na economia da região toda, com reflexo no comércio e na prestação de serviços. Estamos sentindo essa retração.

Os estaleiros terão que se readaptar, sem a Petrobras?
Sou otimista. Acho que a Petrobras vai conseguir ressurgir e essas empresas vão ter trabalho a partir de agora. Se a economia for bem, todo mundo voltará a investir. Todo mundo ainda está segurando o investimento, e com a eleição do Trump nos Estados Unidos isso aumenta as incertezas.

A ideia de Trump de proteger o mercado nacional vai impactar na região?
Isso nos preocupa. Tivemos uma reunião semana passada, e as indústrias de mobiliário, em especial, estão preocupadas. A Argentina já começou a sofrer com o corte na importação de limões nos Estados Unidos.

Quem pode ser impactado?
Os Estados Unidos são grandes parceiros da economia de Santa Catarina em vários setores. Importam aves, suínos, maquinário. Se começarem a sobretaxar as importações, para proteger sua própria indústria, teremos problemas.

Os portos também?
Itajaí era o primeiro PIB do Estado. Já estamos no terceiro, quarto. Se diminuirmos a exportação, teremos reflexos não só locais mas também para o Estado e o país. 

 

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