Setor imobiliário de Joinville aprova novidades no Minha Casa, Minha Vida - Economia - O Sol Diário

Habitação07/02/2017 | 18h04

Setor imobiliário de Joinville aprova novidades no Minha Casa, Minha Vida

Anúncio pode aumentar a confiança do consumidor, analisam profissionais do setor

Setor imobiliário de Joinville aprova novidades no Minha Casa, Minha Vida Germano Rorato/Agencia RBS
Conjunto Residencial Engenheira Rúbia Kaiser, entregue em 2014 Foto: Germano Rorato / Agencia RBS

 

As novas regras anunciadas pelo governo federal para o Programa Minha Casa, Minha Vida, da Caixa Econômica Federal, foram bem recebidas pelo mercado imobiliário de Joinville. As principais novidades são a mudança no valor máximo do imóvel, que subiu de R$ 180 mil para R$ 190 mil, e na renda familiar.

Agora, famílias com renda conjunta de até R$ 9 mil poderão se beneficiar da taxa de juros mais baixa oferecida pela Caixa. Até então, o teto era de R$ 6,5 mil. O principal ganho é o próprio anúncio, na visão de profissionais do setor, algo que pode elevar a confiança do consumidor.

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- É uma atitude que vem animar o mercado, e só não vai refletir da maneira como poderia em virtude da conjuntura econômica, o desemprego atingiu fortemente a classe média - afirma o corretor de imóveis da Imobiliária Loyola Lobo, Roland Bublitz, referindo-se à camada da população que passa a se enquadrar nas regras depois da reforma.

Para a gerente de vendas da Imobiliária Koncreta, Janaína Lubke, a expectativa é de que o consumidor comece a procurar por imóveis, reduzindo o receio verificado no ano passado. O Minha Casa, Minha Vida não é a especialidade do negócio da Koncreta, no entanto, a gerente diz que notícias como esta aumentam a procura, mesmo de outras modalidades de compra.

O gerente de vendas da Irineu Imóveis, Rodolfo Lima, também está otimista. Ele diz que, em 2016, os consumidores faziam muita pesquisa sobre imóveis em geral e não fechavam a compra, e nos últimos meses percebe confiança maior, alguns concretizando a aquisição, o que o leva acreditar que a tendência é de aumento das vendas.

A mudança no valor do imóvel não foi tão significativa quanto a do ano passado, quanto o teto passou de R$ 145 mil para R$ 180 mil. Agora, a elevação de R$ 180 mil para R$ 190 mil é interpretada como atualização por causa da inflação e também um aumento que pode refletir no melhor acabamento das unidades habitacionais.

Ampliação

Se o governo quer ampliar o acesso ao programa, o interesse parece recíproco. Profissionais do setor observam que há demanda para a faixa de renda familiar entre R$ 6,5 mil e R$ 9 mil. O diretor administrativo-financeiro da Anagê Imóveis, Rodrigo Manteuffel Alves da Silva, afirma que, embora a maioria dos interessados tenha renda inferior a R$ 6,5 mil, já atendeu a clientes com renda familiar superior e que eram forçados a buscar outra linha crédito, com juros mais elevados.

Segundo ele, nessa faixa de renda mais alta, o perfil que busca o Minha Casa, Minha Vida é alguém que mora sozinho, paga pensão para os filhos ou está investindo no negócio, diferentes situações em que a remuneração é comprometida com outras tarefas e a pessoa precisa investir valor menor na residência.

O diretor também se deparou com casos em que o imóvel era adquirido no nome de um dos membros somente, pois o casal não tinha união formal e, se considerasse a renda conjunta, ficaria de fora por ultrapassar o teto.

Nesta imobiliária, os últimos lançamentos contemplavam bairros como Anita Garibaldi e Santo Antônio. Rodrigo afirma que faz tempo que o Minha Casa, Minha Vida não atende apenas à camada de mais baixa renda.

— Dentro do plano, há prédios de quatro andares, sem elevador e distantes da região central, e outros mais altos com elevador, é preciso desmistificar que é só periferia — afirma o diretor.

O corretor Roland Bublitz segue a mesma linha. Segundo ele, o Minha Casa, Minha Vida também oferece imóveis mais perto do Centro, que são menores, com dois dormitórios. No entanto, afirma que o padrão de imóveis menores acompanha a tendência de redução do tamanho das famílias.

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