Upiara Boschi: Candidato a azarão em 2018, Bolsonaro faz turnê em SC - Economia - O Sol Diário

Análise25/03/2017 | 06h01Atualizada em 27/03/2017 | 20h59

Upiara Boschi: Candidato a azarão em 2018, Bolsonaro faz turnê em SC

Pré-candidato a presidente, o deputado federal participa de eventos em Florianópolis, Blumenau, Joinville e Jaraguá do Sul entre 18 e 19 de maio

Upiara Boschi: Candidato a azarão em 2018, Bolsonaro faz turnê em SC Rafaela Martins / Agência RBS/Agência RBS
Em 2015, Bolsonaro esteve na Oktoberfest, em Blumenau. Foi a primeira visita a SC com Rogério Peninha de anfitrião Foto: Rafaela Martins / Agência RBS / Agência RBS
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Candidato a azarão na eleição presidencial de 2018, o deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ) vai fazer sua terceira turnê catarinense em dois anos. Mais uma vez com o deputado federal Rogério Peninha Mendonça (PMDB-SC) como anfitrião, o polêmico parlamentar vai encontrar seu público nas três maiores cidades do Estado - Joinville, Florianópolis e Blumenau - em Jaraguá do Sul entre os dias 18 e 19 de maio.

No vídeo em que ambos anunciam o giro catarinense, Peninha não mede as palavras e chama o colega de "nosso próximo presidente da República". Nas outras vezes, cidades como Blumenau e Chapecó receberam Bolsonaro com grandes públicos e alguns protestos. O improvável militar que virou deputado aos 35 anos — tomou posse em 1991 e desde então tem a Câmara Federal como sua caserna — ainda procura uma sigla que garanta sua candidatura e conta com as redes sociais para impulsionar sua pretensão de "endireitar o Brasil".

Não deve ser subestimado. Na última pesquisa presidencial CNT/MDA aparece atrás de Lula (PT), tecnicamente empatado com Marina Silva (Rede) e Aécio Neves (PSDB), à frente de Ciro Gomes (PDT). Todos os quatro veteranos de campanhas presidenciais. Sua página no Facebook tem quase 4 milhões de seguidores — pouco menos que Aécio, mais do que Lula, Dilma Rousseff (PT), Marina, Geraldo Alckmin (PSDB) e Ciro.

A presença de um nome com o perfil de Bolsonaro na disputa dá voz e voto ao eleitor conservador nos costumes, liberal na economia, assumidamente de direita e que reage com virulência a pautas que envolvam direitos humanos. Desde o impeachment de Fernando Collor de Mello, esse eleitor caminhou com o PSDB meio a contragosto. Da mesma forma, os tucanos aceitaram esse endosso com o nariz tapado. Uma cena clássica dessa situação foi o veto à presença de Bolsonaro junto a Aécio em um comício no Rio de Janeiro durante o segundo turno de 2014. O divórcio fica mais próximo se o ex-militar conseguir se viabilizar como candidato em 2018. Para isso, ele busca um partido, mobiliza redes sociais e viaja pelo país. É nesse contexto que entra esta nova turnê catarinense.

A aproximação com Peninha veio pelo projeto do peemedebista para revogar o Estatuto de Desarmamento. A simpatia virou amizade e deve resultar em apoio do parlamentar catarinense a Bolsonaro em 2018. Peninha será candidato à reeleição e afirma que não pretende deixar o PMDB. Acredita que como o partido não terá candidato ao Planalto, poderá pedir votos para o amigo. Até onde pode ir Bolsonaro é uma incógnita. Eleições mundo afora têm mostrado o avanço do tipo de discurso que ele representa.


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