Acusados de intermediarem caixa 2 têm relação antiga com Colombo - Economia - O Sol Diário

Campanha de 201012/04/2017 | 17h58Atualizada em 13/04/2017 | 13h31

Acusados de intermediarem caixa 2 têm relação antiga com Colombo

José Carlos Oneda e Ênio Branco de Andrade são lageanos e atualmente trabalham como diretores da Celesc

Acusados de intermediarem caixa 2 têm relação antiga com Colombo /
Oneda (E) foi tesoureiro da campanha de 2010 de Colombo (C), enquanto Branco (D) era interlocutor do pedido de caixa 2, segundo delatores da Odebrecht.  Montagem sobre fotos de Alvarélio Kurossu, Emerson Souza e Charles Guerra - RBS

Citados pelos delatores da Odebrecht como os intermediários do pagamento de R$ 2 milhões em caixa 2 para a campanha de 2010 de Raimundo Colombo ao governo do Estado, os lageanos José Carlos Oneda e Ênio de Andrade Branco são amigos de longa data do atual governador. Os dois atualmente são diretores das Centrais Elétricas de Santa Catarina S.A (Celesc). Oneda atua em Finanças e Relações com Investidores, enquanto Branco gerencia a área de Geração e Transmissão.

Segundo as delações premiadas, Branco teria feito o pedido do dinheiro — que não foi contabilizado — para a campanha de 2010 ao lado do próprio governador Raimundo Colombo em uma sala no aeroporto de Congonhas. Oneda teria sido o responsável por receber a quantia. 

José Carlos Oneda conhece Colombo há mais de 30 anos. Foi secretário da Fazenda nas três vezes em que o atual governador foi prefeito de Lages. Em 2010, ele atuou como tesoureiro da campanha. Foi nessa época, segundo as delações, em que ele teria recebido a "doação". Como troca, a Odebrecht esperava benefícios na área de saneamento, como uma possível privatização da Casan, que acabou não se concretizando. 

Já Ênio Branco tem currículo mais extenso no campo político. Foi suplente de deputado federal na década de 1980 e chegou a assumir o cargo por alguns meses. Também foi vereador em Florianópolis por um mandato e teve cargos públicos nos governos de Antônio Carlos Konder Reis, Jorge Bornhausen, Vilson Kleinübing e Espiridião Amin. 

Entre 2004 e 2010, atuou no Estado de Goiás, onde chegou até a presidir a companhia elétrica local (CEG). Na época, foi acusado de manter relações com o bicheiro Carlinhos Cachoeira e o senador cassado Demóstenes Torres. Em 2011, com Colombo já no governo, Branco foi indicado presidente da SCPar (SC Participações e Parcerias SA), o braço de empreendedorismo do governo estadual. Pouco tempo depois, assumiu como secretário de estado da Comunicação, cargo que exerceu até 2013, quando foi para a Celesc. 

À RBSTV, Branco afirmou que "as informações constantes da Petição estão sendo avaliadas com vistas ao entendimento de seu contexto e, oportunamente, nos manifestaremos". Oneda ainda não foi localizado para comentar o teor das delações.

A assessoria da Celesc informou que não vai se manifestar, já que tratam-se de fatos referentes a uma época em que Oneda e Branco não atuavam na companhia. O governo do Estado, por enquanto, manteve a opção de se comunicar por meio de uma nota: 

"Conforme foi informado desde a primeira vez, a empresa Odebrecht não tem nenhum contrato, obra ou projeto com o Governo do Estado de Santa Catarina, não tendo sequer participado de licitações desde o início da atual administração em 2011. O Governo do Estado aguarda a abertura do sigilo das informações para prestar todos os esclarecimentos cabíveis", diz o texto. 

Quem são os delatores

Fernando Cunha Reis e Paulo Roberto Welzel são os dois delatores que relataram o pagamento do caixa 2 para a campanha de Raimundo Colombo em 2010. Fernando Reis é ex-presidente da Odebrecht Ambiental, braço da empresa ligado ao saneamento. Ele era o superior de Paulo Roberto Welzel, que atuou como diretor da Odebrecht para a região Sul até setembro de 2013. Welzel também foi presidente da empresa Foz do Brasil, atual Odebrecht Ambiental.

Acesse os documentos da delação que envolve Raimundo Colombo:

Delação de Fernando Reis

Delação de Paulo Welzel

Petição

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