Janot adia votação de resolução que pode afetar Lava-Jato - Economia - O Sol Diário

Pedido de vista24/04/2017 | 16h33Atualizada em 24/04/2017 | 16h33

Janot adia votação de resolução que pode afetar Lava-Jato

Despacho propõe limitar em 10% contingente de procuradores da República que podem ser cedidos a outras unidades, além de fixar o período de cessão para até quatro anos

Janot adia votação de resolução que pode afetar Lava-Jato Marcelo Camargo/Agência Brasil
Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil
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O Conselho Superior do Ministério Público Federal (CSMPF), reunido nesta segunda-feira em Brasília, adiou uma decisão que pode afetar os trabalhos da Operação Lava-Jato, após o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pedir vista (mais tempo para analisar o caso).

A resolução, discutida na sessão ordinária do CSMPF desta segunda-feira, propõe a limitação em 10% do contingente de procuradores da República de cada unidade do MPF que podem ser cedidos a outras unidades. A proposta também pretende limitar em quatro anos o período de cessão.  

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Caso aprovada em sua versão original, a resolução tem efeito sobre as forças-tarefa da Lava-Jato montadas em Curitiba e também na Procuradoria-Geral da República (PGR), em Brasília, onde são tratados os casos envolvendo parlamentares e ministros, entre outros. Isso porque em ambos os locais grande parte dos procuradores atuantes é proveniente de estados.

Retorno

Em Curitiba, por exemplo, as investigações tiveram início em 2014. Com a aprovação da resolução, procuradores cedidos que atuam desde o início na Lava-Jato seriam obrigados a abandonar os casos em que trabalham e retornar a suas locais de origem já no próximo ano.

Durante a sessão de hoje, Janot se disse "perplexo" que o CSMPF estivesse discutindo um tema com potencial de afetar a Lava-Jato, operação que necessita de grande contingente de procuradores especializados. A matéria deve voltar a ser debatida daqui a duas semanas.

Após a manifestação do procurador-geral da República, foi proposta uma regra de transição para que, sendo aprovada, a resolução não tenha efeito sobre forças-tarefa já em andamento. A votação dessa versão do texto ficou interrompida com o placar de 8 a 1 a favor, com o pedido de Janot de mais tempo para analisar a matéria.

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*Agência Brasil

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