Clóvis Reis: Confira entrevista com o vereador Jovino Cardoso - Economia - O Sol Diário

Política19/05/2017 | 20h32Atualizada em 19/05/2017 | 21h05

Clóvis Reis: Confira entrevista com o vereador Jovino Cardoso

"A sociedade quer a CPI"

Clóvis Reis: Confira entrevista com o vereador Jovino Cardoso Jessica de Morais/CMB,Divulgação
Foto: Jessica de Morais / CMB,Divulgação

Vereador de 2009 a 2012, quando a Câmara de Blumenau aprovou a concessão do tratamento de esgoto, e vice-prefeito de 2013 a 2016, quando a prefeitura renegociou o contrato de prestação do serviço, e agora novamente vereador, Jovino Cardoso (PSD), não vê contradição entre a própria trajetória política e a proposta que apresentou para a instalação da CPI do Esgoto. Segundo ele, a sociedade cobra respostas para as denúncias que envolvem a concessionária. De acordo com informações que a construtora prestou à Operação Lava Jato, no período entre de 2010 e 2014 ela repassou em torno de R$ 8 milhões para cerca de 20 interlocutores que elegeu como parceiros do projeto local. Se confirmados, os fatos caracterizariam o maior escândalo político da história de Blumenau. A identificação dos beneficiários e a finalidade dos depósitos são dúvidas que colocam em suspeição a natureza de decisões relacionadas aos interesses da empreiteira à época. Na opinião de Jovino, o momento político favorece o esclarecimento dos fatos. Para viabilização do processo, ele conta com a adesão dos pares.

O senhor vai reapresentar o pedido de instalação da CPI do Esgoto?
Sim. Apresentei requerimento no qual solicito uma série de documentos para a prefeitura. A partir daí, com a assessoria de um escritório de advocacia, vou reapresentar o pedido.

Qual será o enfoque da investigação?
O pedido será baseado nos documentos que solicitei a à prefeitura: o edital de concessão do serviço, o processo de licitação, o contrato de reequilíbrio financeiro. Não se poderá dizer que a investigação não terá foco.

O senhor acredita que os vereadores vão assinar o novo pedido de CPI?
Os vereadores não vão fugir da sua responsabilidade. Eles já assinaram uma vez. Por que voltariam atrás na decisão?

Qual é a sua análise sobre o parecer da Procuradoria da Câmara de Vereadores, contrária à investigação nos termos do pedido anterior?
O parecer está equivocado. A investigação tem fato determinado. Não estamos julgando e condenando ninguém. Nós queremos apurar os fatos. A sociedade cobra respostas. O momento político favorece a investigação.

O senhor era vereador quando ocorreu a concessão do tratamento de esgoto e vice-prefeito quando houve a renegociação do contrato com a concessionária. Agora o senhor defende uma CPI para apurar a concessão e a negociação. Não é uma contradição?
Aprovamos a implantação do serviço porque naquele momento não se colocava em xeque a legalidade do processo. No governo, eu mal pude colocar a cabeça pra fora da água. O governo não me deixou fazer nada. Fui completamente isolado.

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