No Rio de Janeiro, Dia do Trabalho tem ato contra violência policial - Economia - O Sol Diário

Mobilização01/05/2017 | 16h46Atualizada em 01/05/2017 | 16h46

No Rio de Janeiro, Dia do Trabalho tem ato contra violência policial

Manifestantes acusam a PM de ter agido de forma excessiva e ter inviabilizado comício, que marcaria o fim da greve geral na cidade

No Rio de Janeiro, Dia do Trabalho tem ato contra violência policial WILTON JUNIOR/ESTADÃO CONTEÚDO
Foto: WILTON JUNIOR / ESTADÃO CONTEÚDO
Agência Brasil
Agência Brasil

Em ato na Cinelândia, representantes de sindicatos e movimentos sociais voltaram ao local, no centro do Rio, para protestar contra as reformas trabalhista e da Previdência Social e a repressão policial aos atos de protesto ocorridos na última sexta-feira.

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O ato desta segunda-feira, que marca o Dia do Trabalho, onde centenas de pessoas ocupam as escadarias da Câmara de Vereadores, onde na última sexta-feira a polícia usou bombas de efeito moral e gás lacrimogêneo para dispersão dos manifestantes, causando um corre-corre. 

Sindicalistas, lideranças sociais e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) acusam a Polícia Militar (PM) de ter agido de forma excessiva e ter inviabilizado o comício, que marcaria o fim da greve geral na cidade. Em nota, a PM diz que agiu para combater a ação de vândalos. No mesmo dia, grupo de manifestantes e policiais se enfrentaram em frente à Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alejr) e ônibus foram incendiados em outro ponto da cidade.

Na Cinelândia, trabalhadores e manifestantes portam, nesta segunda-feira, faixas e cartazes para protestar contra a "violência policial" ocorrida na última sexta-feira.

Foto: ALICE VERGUEIRO / ESTADÃO CONTEÚDO

Em meio aos parlamentares, a deputada federal Jandira Feghali (PCdoB), discursou criticando as reformas propostas pelo governo federal e contra a ação da polícia. 

— O ato de hoje, ocorrendo na Cinelândia após os incidentes e a violência policial da última sexta-feira, torna-se ainda mais simbólico neste 1º de Maio. Nós estamos dizendo ao governo do estado e a Policia Militar que está praça é do povo e não da polícia. E que nós a ocuparemos sempre que for preciso.

Participaram da manifestação parlamentares do PT, como o senador Lindberg Farias e Wadih Damous (ambos do PT do RJ).

A deputada federal disse que os parlamentares e as lideranças sindicais irão denunciar os "atos de violência" da polícia em órgãos internacionais de direitos humanos, inclusive na Organização dos Estados Americanos (OEA).

As manifestações desta segunda-feira ocorrem de forma pacífica, apesar de a segurança ter sido reforçada nas imediações da Cinelândia, com a presença da PM e da Guarda Municipal.

Pouco depois das 13h, houve um princípio de tumulto envolvendo, segundo o locutor do evento, integrantes do Movimento Brasil Livre (MBL) que defendiam a volta da monarquia. O homem foi hostilizado por outros manifestantes. A confusão foi controlada e o ato teve continuidade. 

Boulevard Olímpico

No outro extremo do centro do Rio, na Praça Mauá, como parte das comemorações pelo 1º de Maio, a prefeitura promove prestação de serviços em comemoração ao Dia Mundial do Trabalho, além de shows de artistas como Michael Sulivan e Xande de Pilares. No local, diversas secretarias do município e o Detran farão intermediação de mão de obra — recebendo inscrições de candidatos para serem encaminhadas para vagas de empresas, emissão de protocolo de Carteira de Trabalho, de identidade e agendamento de atendimento na Defensoria Pública para, por exemplo, agendar casamento civil gratuito.

Desempregado, o alagoano Valdecir Afonso de Freitas, de 49 anos, foi ao evento em busca de trabalho. 

— Sou caminhoneiro e estou desemprego há nove meses. Há sete, estou no Rio. Estava recebendo o seguro-desemprego, mas acabou. Dei entrada e agendei a retirada da minha nova carteira profissional. Estou aceitando qualquer coisa: motorista de caminhão, de ônibus, de madame, porteiro e até de vigilante, pois tenho curso para tal — disse, que integra o contingente de mais de 14 milhões de desempregados no país. 

Situação semelhante da jovem Mariana Dinis, de 25 anos. Desempregada há quatro meses e ainda recebendo o seguro-desemprego, estava na fila procurando uma nova chance. 

— O ideal é que consiga alguma coisa na área administrativa, pois perdi o emprego onde estava há quatro anos e meio.

Também desemprego e vivendo de trabalhos informais, Denilsom Douglas, de 50 anos, aproveitou para tirar, sem pagar, uma nova carteira de identidade — serviço fornecido pelo Detran.

— A situação está complicada e não consigo atualmente nem mesmo os bicos habituais. Todo lugar que se chega a procura de alguma coisa a resposta é sempre a mesma: não tem nada para você.

Já o morador de Ramos, André Henrique Rodrigues, de 47 anos, estava na fila da Defensoria Pública para agendar o casamento civil gratuito. 

— Tenho que me inscrever e eles me encaminham para levar a documentação no cartório para poder me casar sem custo nenhum.

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*Agência Brasil

 

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