Enquanto PMDB-SC briga, PSD de Merisio costura projeto de 2018  - Economia - O Sol Diário

Upiara Boschi29/06/2017 | 07h00Atualizada em 29/06/2017 | 11h48

Enquanto PMDB-SC briga, PSD de Merisio costura projeto de 2018 

Sócios no governo de Raimundo Colombo (PSD), PMDB e PSD são os dois maiores partidos do Estado e têm projetos próprios de poder. Levados adiante de forma completamente diferente.

Embora a crise política nacional faça 2018 parecer uma miragem, é interessante observar como as principais forças partidárias catarinenses se movimentam para a sucessão do governador Raimundo Colombo (PSD). Sócios do atual governo, PMDB e PSD são os dois maiores partidos do Estado e têm projetos próprios de poder. Levados adiante de forma completamente diferente.

Lideranças decretam fim do armistício do PMDB catarinense

Nas últimas semanas, os peemedebistas voltaram ao velho padrão de troca de farpas e insinuações entre suas principais lideranças, expondo as divisões internas da sigla. A bancada estadual do partido precisou entrar em ação para conter o bate-e-rebate entre o vice-governador Eduardo Pinho Moreira e o senador Dário Berger — que já apresentava o alto nível de uma discussão de rede social. O deputado federal Mauro Mariani preservou-se, enquanto o prefeito joinvilense Udo Döhler pregou calma. A citação aos quatro nomes mostra o tamanho do desafio do partido, com sede para voltar ao comando do Estado e dividido entre diversos postulantes ao cargo de governador.

Quem olha com certo sorriso para as lutas intestinas do PMDB catarinense é o PSD e seu até agora único pré-candidato ao governo: o deputado estadual Gelson Merisio. Nos últimos meses, especialmente após as delações da Odebrecht que envolveram Colombo e nomes de peso do partido, o parlamentar saiu um pouco dos holofotes e deixou de lado as costumeiras provocações aos peemedebistas

Fora do inquérito que investigará as supostas doações em caixa dois da empreiteira para campanhas do governador, Merisio prepara-se para voltar ao palco. Tem mantido forte agenda interna com lideranças de todo o Estado e reforçado as costuras com os partidos que pretende ter em sua coligação em 2018. Quer reforçar o atrelamento do PP ao projeto, que já contabiliza o PSB de Paulo Bornhausen e pelo menos outras quatro pequenas siglas. Ainda nos bastidores, criou pontes no PSDB — especialmente os prefeitos Napoleão Bernardes, de Blumenau, e Clésio Salvaro, de Criciúma. A leitura é de que o PSDB deve ter o senador Paulo Bauer candidato ao governo, mas que existe margem para costurar um acordo.

Quem vê Merisio no plenário da Assembleia Legislativa, percebe a construção de seu discurso de candidato. Não perde uma chance de falar sobre austeridade, ajuste fiscal e controle orçamentário. Defende o governo Colombo, mas não se atrela. Discursou e votou contra a emenda constitucional que criou uma cota de R$ 5 milhões no orçamento para os próprios deputados estaduais definirem obras e gastos.

Enquanto os peemedebistas brigam entre si e Paulo Bauer posa para fotos ao lado do insepulto presidente Michel Temer (PMDB), o pessedista monta um projeto. O desafio é enorme: a última vez que um deputado estadual foi eleito governador do Estado, sem escalas em cargos maiores, foi Ivo Silveira na distante eleição de 1965. Curiosamente, também era do PSD. Um  PSD diferente, mas muito parecido.


 

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