Prejuízo no campo em SC causado pela chuva chega a R$ 19,3 milhões - Economia - O Sol Diário

Economia12/06/2017 | 18h52Atualizada em 12/06/2017 | 18h52

Prejuízo no campo em SC causado pela chuva chega a R$ 19,3 milhões

Principais culturas danificadas foram as safrinhas de feijão e milho e leite

Prejuízo no campo em SC causado pela chuva chega a R$ 19,3 milhões Diogo Zanatta/Especial
Produção leiteira teve prejuízo por danos nas pastagens e dificuldades de transporte nas estradas danificadas Foto: Diogo Zanatta / Especial
Diário Catarinense
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As estimativas preliminares dos prejuízos da chuva no campo em Santa Catarina estão em torno de R$ 19,3 milhões. Os dados foram levantados pela Secretaria de Estado da Agricultura e da Pesca e o Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Cepa/Epagri). Segundo o levantamento, as principais culturas danificadas foram as safrinhas de feijão e milho, que estão em fase final de colheita, e a produção de leite.

As regiões mais atingidas foram o Oeste, Extremo-Oeste, Sul e o município de Rio do Sul. O relatório utilizou dados levantados pelas gerências regionais da Epagri e por técnicos. O período considerado para os cálculos de prejuízos é de 27 de maio a 9 de junho.

Confira o levantamento de perdas por região:

São Miguel do Oeste
A produção de leite na região gira em torno de 1,7 milhão de litros por dia, e as perdas nesse período de chuvas chegam a 10%. Considerando o preço médio pago pelas agroindústrias, que é de R$ 1,39/ litro, e os 14 dias de chuva, o prejuízo já soma mais de R$ 3,3 milhões.

Segundo o engenheiro agrônomo da Epagri em São Miguel do Oeste, Elvys Taffarel, há também perdas indiretas, com o aumento do custo de produção devido ao consumo de silagem e os gastos com saúde animal e reprodução.

Nas lavouras de milho silagem e sorgo, o maior problema é a dificuldade na colheita. E nas plantações de feijão 2ª safra, a quebra na produção deve chegar a 40%. Os produtores não conseguem colher os grãos e as estimativas são de que 12 mil sacas de feijão sejam perdidas, prejuízo que passa de R$ 1,4 milhão (considerando o preço médio de R$ 118/saca).

Rio do Sul
Com uma safrinha de feijão esperada de 3,1 mil toneladas, as regiões de Rio do Sul e Ituporanga devem perder cerca de 500 toneladas do grão.  Em termos financeiros, os prejuízos podem chegar a R$ 940 mil.

A produção de leite também foi comprometida, principalmente pelo estrago nas estradas, que impossibilitou a coleta do produto em várias comunidades. O técnico da Epagri na região, Saturnino dos Santos, explica que até o momento as perdas ainda não foram quantificadas.

Chapecó
Para as microrregiões de Chapecó, Concórdia e Xanxerê, que somam 71 municípios, as estimativas para a safrinha de feijão eram de 22,2 mil toneladas de produção. Como metade da área plantada já foi colhida, a chuva comprometeu a colheita e a qualidade de 50% da safra.

Segundo informação de técnicos e produtores dos municípios afetados, cerca de cinco mil toneladas poderão ser perdidas, o que representa um prejuízo entre R$ 8 e R$ 10 milhões.

Ainda não há registro de perdas na produção de leite, mesmo com dificuldades, as coletas continuam sendo feitas.

Joaçaba
Os prejuízos maiores são na atividade leiteira, com redução de até 15% na produção diária. De acordo com o técnico da Epagri da região, Evandro Anater, considerando um volume de captação de 300 mil litros por dia e o preço de R$ 1,30/litro, o prejuízo pode passar de R$ 682 mil em 14 dias.

A safrinha do milho para silagem foi bastante afetada também, com tombamentos em algumas áreas. No milho grão, são esperadas poucas perdas. A colheita tem avançado nas últimas semanas, sobrando menos de 10% da área plantada por colher.

Região Sul
Na região de Criciúma, as perdas estão concentradas nas atividades de horticultura, principalmente nas folhosas.

Na pecuária de leite, as perdas giram em torno de 20% em decorrência das pastagens de inverno não se desenvolverem plenamente.

E a safrinha de feijão também foi comprometida. Como 85% do que foi plantado ainda deveria ser colhido, as perdas podem passar dos 30%. A expectativa de colheita era de 6,1 mil toneladas nas regiões de Tubarão, Criciúma e Araranguá, e cerca de 1,5 mil toneladas estarão comprometidas, abandonas das lavouras e o que for colhido pode não ter qualidade comercial. As perdas podem chegar a R$3 milhões.

Canoinhas
Na região de Canoinhas, os principais problemas estão na atividade leiteira. A captação continua a ser feita por acessos alternativos, por causa das estradas interditadas, mas as pastagens estão danificadas pelo excesso de chuva.

No município de Ireneópolis, onde o plantio de cebola é realizado sob o sistema de plantio direto, poderá ocorrer replantio de algumas áreas devido às enxurradas.

Governo calcula que prejuízo com a chuva chega a R$ 40 milhões

 

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