Abertura de empresas tem alta em SC no primeiro semestre de 2017 - Economia - O Sol Diário

Economia26/08/2017 | 10h18Atualizada em 26/08/2017 | 10h31

Abertura de empresas tem alta em SC no primeiro semestre de 2017

Cadastro de negócios próprios no Estado aumentou 6,5% em relação ao ano passado. Microempreendedores impulsionaram crescimento

Mais empresas abriram as portas do que encerraram as atividades nos últimos meses em Santa Catarina. A proporção de empreendimentos criados entre janeiro e julho é 6,5% maior do que havia sido registrado no mesmo período do ano passado, segundo dados da Junta Comercial de SC e do Portal do Empreendedor. 

O que ajudou a impulsionar os números foi a expansão dos microempreendedores individuais no mercado catarinense: somente este ano, 27,1 mil pessoas se tornaram MEIs no Estado, um crescimento de 21,4% em relação a 2016. Apesar de ser um dado animador, a projeção dos pequenos negócios pode ser explicada como um reflexo da própria crise. 

O entendimento é de que, como as oportunidades de trabalho estão mais disputadas, apostar em iniciativas próprias passou a ser uma alternativa para quem perdeu espaço no mercado e se viu forçado a buscar outras fontes geradoras de renda.

— O crescimento do empreendedorismo tem sido observado em todo o país. Por causa da crise e do desemprego, muitas pessoas estão abrindo o próprio negócio. Em Santa Catarina não é diferente — destaca o secretário de Estado do Desenvolvimento Econômico Sustentável (SDS), Carlos Chiodini. 

Programas como o Juro Zero, observa o secretário, que é específico para microempreendedores individuais, também favorecem o cenário dos MEIs no Estado. Entre os setores com maior crescimento no mercado catarinense está, em primeiro lugar, o comércio varejista de artigos de vestuários e acessórios, com 6,07% de projeção, seguido de lanchonetes, casas de chá, sucos e similares, com aumento de 3,12%.

O movimento de empresas que apagaram as luzes entre janeiro e as primeiras semanas de agosto manteve o ritmo do mesmo período do ano passado. Foram encerrados 53,2 mil negócios este ano, enquanto no ano passado a 53,3 mil empresas fecharam as portas. O volume de encerramentos é alto, mas também se deve à facilitação dos trâmites burocráticos comuns no fechamento de empresas inativas.

Segundo informações da SDS, existia uma demanda reprimida de empresas que estavam abertas somente no papel e não poderiam ser extintas por terem débitos fiscais. A tese é de que o número de empresas extintas reflete também a simplificação dos processos de baixa de empresas adotado pelo Estado no ano passado. 

Franquia é aposta mais segura

Para aqueles que pretendem investir em um negócio próprio, mas são cautelosos quanto ao risco de insucesso, o mercado de franquias pode ser uma opção mais segura. É o que aponta o coordenador regional do Sebrae no Norte do Estado, Jaime Dias Júnior. Na avaliação do coordenador, trata-se de um modelo de negócio com relativa margem de segurança, indicado aos mais conservadores.

— É muito comum o empreendedor ter dúvidas. Mas as franquias costumam já ter know-how, marcas testadas, posição no mercado e uma estrutura meio pronta. O próprio franqueador analisa se o investidor interessado está apto para o negócio —  analisa Dias Júnior.

O mercado de franquias será um dos destaques da 12ª edição da Feira do Empreendedor, promovida pelo Sebrae entre os dias 1o e 3 de setembro, no Expocentro Edmundo Doubrawa, em Joinville. A evento reúne em um único espaço informações sobre aceleração de negócios, abertura de empresas, palestras, gestão, oficinas práticas, alternativas de negócios, inovações tecnológicas e acesso a mercado. 

Na feira, 20 empresas franqueadoras vão apresentar produtos e serviços em busca de novos parceiros.

Florianópolis recebe 30 palestrantes sobre empreendedorismo

Empreendedorismo também está no centro das atrações da 4ª edição da Empreende Brazil Conference, que ocorre neste sábado, em Florianópolis. Mais de 30 palestrantes vão tratar das tendências para o mercado, estimulando profissionais liberais, servidores e donos de negócios a empreender melhor e a utilizar os princípios do empreendedorismo. Embora haja a previsão de que 70% do público seja formado por empreendedores em busca de novas oportunidades, o realizador da conferência, Lucas Schweitzer, destaca que as exposições também são voltadas a quem ainda não se aventurou nos negócios. 

— O Empreende ajuda também pessoas que têm vontade de abrir um negócio e profissionais que podem se utilizar dos conceitos do mundo corporativo para melhor exercer suas atividades —  explica o empresário. 

O evento ainda trata do empreendedorismo feminino, com a história e exemplos da Rede Mulher Empreendedora, associação que reúne 300 mil proprietárias de negócios no Brasil, e de palestrantes com trajetória de sucesso nos negócios. 

— Segundo a última pesquisa da Serasa Experian, as mulheres já representam 43% dos proprietários de negócios no Brasil e o seu potencial de participação é ainda maior. Hoje, as mulheres representam metade do público da conferência — aponta Lucas. 

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