Aliança com PSD já em 2017 divide PP entre Amin e Dreveck - Economia - O Sol Diário

Disputa pré-eleitoral18/08/2017 | 06h00Atualizada em 18/08/2017 | 06h00

Aliança com PSD já em 2017 divide PP entre Amin e Dreveck

Eleição dos pepistas catarinenses será na segunda-feira e grupos internos ainda buscam composição pelo consenso no partido

Diferentes estratégias para as eleições de 2018 e as feridas abertas pelo fracasso da aliança com o PSD na última disputa pelo governo estadual levaram o PP catarinense a um impasse às vésperas da eleição do futuro presidente da sigla. Na segunda-feira, os pepistas definem o novo diretório da legenda e encaminham se o comando partidário continua com o deputado federal e ex-governador Esperidião Amin ou migra para as mãos do deputado estadual Silvio Dreveck, presidente da Assembleia Legislativa. 

Mais Amin do que nunca, Esperidião constrói projeto para voltar ao governo
Silvio Dreveck prevê semestre tranquilo e defende aliança de PP com PSD

Ambos afirmam ainda acreditar em uma solução de consenso até segunda-feira. Não há disputa para a escolha do nomes que vão integrar o diretório, mas a partir dessa definição o partido tem cinco dias para eleger a nova executiva e presidente estadual. O divide os grupos liderados por Amin e Dreveck é a definição ainda este ano da parceria com o PSD do governador Raimundo Colombo (PSD) nas eleições do ano que vem.

Os pessedistas tem como pré-candidato ao governo o deputado estadual Gelson Merisio, que trabalha pela antecipação do apoio do PP como forma de consolidar seu projeto. Para isso, conta com Dreveck, que o sucedeu na presidência da Assembleia este ano. O deputado estadual não antecipa a intenção de apoiar Merisio, mas defende a definição da aliança ainda este ano como forma de participar do projeto desde o início.

— Não quero focar em nomes, mas defendo que devemos definir a participação em um projeto com antecedência — afirma.

Presidente do partido desde 2015, Amin afirma que o PSD deve ser a primeira opção da aliança dos pepistas, mas rejeita a definição antecipada. Ele nega a intenção de concorrer novamente ao governo, mas defende manter portas abertas com outros partidos - sábado, participou do evento do PSDB catarinense com o presidenciável Gerado Alckmin, em Florianópolis.

— O PSD é a nossa opção número um, mas não podemos ir para 2018 sem alternativas. Eu não aceito isso.

Tanto a antecipação da definição do apoio ao PSD quanto a manutenção das possibilidades em aberto são encaradas como forma de evitar a reprise da aliança mal-sucedida em 2014. Na época, o apoio dos pepistas à reeleição de Raimundo Colombo foi costurada na Assembleia por Merisio e pelo então deputado Joares Ponticelli (PP), a quem caberia a vaga de candidato a senador. 

Colombo chegou a mandar uma carta convidando o PP a indicar o candidato a senador em sua chapa, mas o PMDB não aceitou a composição e escolheu Dário Berger em convenção para a posição. Fora da aliança, o PP improvisou o apoio à candidatura de Paulo Bauer (PSDB) ao governo, indicando Ponticelli como candidato a vice. Colombo foi eleito em primeiro turno, a Dário venceu a disputa pelo Senado.


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