Claudinei Oliveira recuperou o Avaí e fez a torcida voltar a acreditar - Esporte - O Sol Diário

Entrevista22/09/2016 | 07h34Atualizada em 22/09/2016 | 07h34

Claudinei Oliveira recuperou o Avaí e fez a torcida voltar a acreditar

Claudinei Oliveira recuperou o Avaí e fez a torcida voltar a acreditar Roberto Scola/Agencia RBS
Foto: Roberto Scola / Agencia RBS

Claudinei Oliveira ainda não teve tempo para descansar desde que chegou em Florianópolis no dia 25 de agosto. Seu trabalho no comando do Avaí tem sido intenso. O primeiro passo foi conhecer o elenco, depois ir a campo e estruturar a equipe. O bom é que os resultados têm acompanhado o treinador. Desde que ele chegou, são quatro vitórias e um empate na Série B, uma sequência que levou o Leão a voltar a sonhar com o acesso à elite do futebol nacional.

Leia mais sobre o Avaí
Confira a tabela da Série B

O técnico continua morando em um hotel. Nada que o incomode. Em quase um mês de Florianópolis, ele teve poucas oportunidades de conhecer a cidade. O trabalho tem sido intenso. Algo natural para quem, desde que se aposentou do campo – Claudinei foi goleiro –, tem encarado um desafio diferente a cada ano.

A formação de Claudinei Oliveira como treinador é praticamente toda feita no Santos.

– Cheguei em 2006 ao clube, fazia avaliação de atletas para a base. Recebendo jogador de todo o Brasil e fichando um por um. Depois, fui para as franquias dos Meninos da Vila, que são as escolinhas do clube. Passei para auxiliar do sub-17 e técnico do sub-15. Fui crescendo, assumi o sub-20. Conquistei títulos em todas as categorias, me fizeram oferta para sair, principalmente depois de vencer a Copa São Paulo, mas permaneci no clube. Um dia (em 2013) o Santos perdeu para o Botafogo e demitiram o Muricy Ramalho. Me chamaram para ser auxiliar técnico no profissional e cuidar da equipe enquanto tentavam a contratação do Marcelo Bielsa ou do Tatá Martino. Consegui bons resultados e fui efetivado – resume Claudinei sobre sua trajetória no Peixe.

O treinador é realista. Reconhece que é possível conquistar o acesso, mas sabe também que isso tem que ser tratado jogo a jogo e com o pé no chão. Afinal, há pouco tempo a equipe lutava contra o rebaixamento.

– Eu falei para os jogadores esses dias. Você saíram vaiados depois da derrota para o Bahia e agora, contra o Bragantino, saíram ovacionados. O nosso futebol é de luta, competitivo. Não é um futebol vistoso, mas é de muita entrega. Assumimos isso e sabemos o que tem que ser feito – completou o treinador, que conversa com exclusividade sobre a carreira e o desafio de comandar o Avaí.

Confira a entrevista com o treinador Claudinei Oliveira

Como faz para conhecer o elenco com tão pouco tempo?
No dia a dia. Jogadores ligam uns para os outros e perguntam como era o nosso trabalho em outros times. Eu também procuro informações. Mas nada tira o dia a dia. Jogador que às vezes para outros está preguiço, com uma conversa conseguimos mostrar que amanhã ele sai e tem mercado aberto se trabalhar bem. Posso sair do Avaí e levar um jogador que não está jogando hoje se vejo que no treino ele vai bem. Também tem que ter humildade para ouvir todo mundo, olhos para todos e não abrir mão de ninguém. É muito fácil mandar seis embora e contratar oito. Esse é o caminho mais fácil, não quer dizer que é o melhor.

Consegue explicar a magia entre a torcida e o Marquinhos?
Ele jogaria em qualquer time da Série B e em muitos de Série A. Estando 100%, ele pode jogar em qualquer equipe. Marquinhos é jogador fantástico, que aqui é ídolo e isso dá confiança para a torcida. Se ele vai cobrar uma falta, a torcida já fica na expectativa de ver o gol. Uma prova disso é que, em cinco jogos, deu cinco assistências.

Como segurar a empolgação pelo acesso?
Eu acho que é bom que exista, mas não podemos deixar isso atrapalhar. Trabalhamos alertando. Eu converso com os líderes do grupo para sempre lembrar onde estávamos e o que estamos fazendo para mudar a situação. Não podemos deixar baixar esse rendimento. Podemos perder porque o outro time foi melhor e não porque deixamos de nos dedicar como temos feitos nessas últimas partidas.

Do que gosta além do esporte?
Vejo filmes e leio livros, mas a minha vida é o futebol. Eu gosto muito, não tem jeito. Gosto de ver outros esportes também, como basquete, vôlei, tênis. Sempre tem algo que podemos aprender.  

Comentar esta matéria Comentários (0)

Esta matéria ainda não possui comentários

Siga O Sol Diário no Twitter

  • osoldiario

    osoldiario

    O Sol DiárioPEC dos gastos públicos: deputado diz que saúde e educação não terão cortes  https://t.co/DnWtcJta83há 1 horaRetweet
  • osoldiario

    osoldiario

    O Sol DiárioDiretora do FMI diz que Brasil já mostra "alguns sinais de melhoria" https://t.co/EjbT1vDvhchá 1 horaRetweet
  •                                
  •  
     
  •  
     
  •  
O Sol Diário
Busca
clicRBS
Nova busca - outros