Avaí é recebido com festa pelos torcedores na Ressacada e comemoração se estende até o Koxixo's - Esporte - O Sol Diário

Urra, Leão!20/11/2016 | 22h21Atualizada em 20/11/2016 | 22h46

Avaí é recebido com festa pelos torcedores na Ressacada e comemoração se estende até o Koxixo's

Massa azurra ganhou as ruas da Capital para comemorar o acesso

Avaí é recebido com festa pelos torcedores na Ressacada e comemoração se estende até o Koxixo's Felipe Carneiro/Agencia RBS
Foto: Felipe Carneiro / Agencia RBS

Foi com cinco trios elétricos, cerca de 3 mil torcedores — segundo a Polícia Militar (PM) —, muita música e uma carreata que percorreu algumas das principais ruas de Florianópolis que a torcida do Avaí recebeu o time na Capital depois da vitória de 1 a 0 sobre o Londrina e o retorno à elite do futebol brasileiro.  

Da chegada da delegação avaiana ao Estádio da Ressacada, por volta de 16h30min deste domingo, ao fim da festa no Koxixo¿s, na Avenida Beira-Mar Norte, depois das 21h, os torcedores do Avaí expuseram em cânticos, foguetórios, bandeiraços e na peregrinação ao grupo de jogadores todo o amor e felicidade dos azurras com a volta do Leão da Ilha à Série A do Brasileirão.

E logo na chegada do ônibus do Avaí ao estacionamento do setor A da Ressacada, o maior ídolo da torcida, o meio campo Marquinhos, resumia o sentimento de todo avaiano na tarde ensolarada de domingo. Aos prantos, sem conseguir falar, ele representava a emoção e alegria que tomou conta dos torcedores desde o apito final da partida realizada em Londrina, na tarde de sábado. Uma hora depois, já refeito, levantou a massa quando pegou o microfone para se dirigir aos torcedores.

 — Essa vitória é de todos vocês, que sempre nos apoiaram. Mas é também desse grupo de jogadores, que passou por momentos difíceis, com salários atrasados, e mesmo assim honrou a camisa do Avaí até o fim, até alcançarmos nosso objetivo e voltar para a Série A — falou Marquinhos, já em cima de um trio elétrico, ao lado de jogadores e comissão técnica, falando para uma multidão em frente à Ressacada. 

Ao concluir sua fala, e dar uma leve provocada no rival Figueirense, Marquinhos foi ovacionado pelos torcedores. Gente como Alceu Ribeiro, 34 anos, um dos que esteve em Londrina e viu de perto o acesso. Sem dormir desde as primeiras horas de sábado, nem a viagem de 12 horas desde o Paraná foi capaz de esfriar o ânimo dele e de seus parceiros de Mancha Azul. Uma viagem de volta bem mais tranquila que a ida, com a classificação garantida

 — Confiante no acesso já estávamos, porque se não desse com o Londrina, ainda pegaríamos o Brasil de Pelotas em casa. Mas os jogadores honraram a camisa, honraram a nossa causa e conseguimos voltar para a Série A, o lugar do Avaí — bradava, junto aos amigos debaixo do trio elétrico em que falavam os jogadores antes do início da carreata.

Não bastasse toda alegria pelo acesso, enquanto aguardava o início da carreata, Rafael Cândido, 19 anos, gritava e comemorava eufórico os gols do Vitória contra o Figueirense, fazendo com que cada narração de gol dos baianos na Rádio CBN Diário causasse uma explosão dos azurras na Ressacada.

 — Avaí é Série A, e Figueirinha é Série B — repetia.

 Diego Jardel e Claudinei Oliveira foram bastante assediados pela torcida

Além de Marquinhos, ídolo mor da torcida avaiana, o manezinho Diego Jardel, autor do gol que garantiu a vitória e o acesso contra o Londrina, e o técnico Claudinei Oliveira, que conduziu a equipe das últimas posições para o G4 da Série B, foram bastante assediados pela torcida na Ressacada, nas ruas e no Koxixo¿s, onde a festa terminou. 

Ao lado da mulher, grávida de nove meses, Diogo Jardel agradecia os torcedores, os colegas de equipe e a família pela classificação à Série A. Destacou o espírito guerreiro de todos no clube como decisivo para o retorno à elite. Lembrou de momentos difíceis que o grupo passou e exaltou a persistência da equipe em busca de seu objetivo.

 — Tem uma frase que o torcedor do Avaí repete sempre, `eu sou avaiano e não desisto nunca¿, e foi isso que fez a diferença. Na vida da gente, sempre haverá os momentos ruins, mas a gente precisa persistir, não baixar a cabeça, e foi isso que fizemos. Este é o melhor momento que estou vivendo na minha vida, tanto pessoal como profissional, e agora é só alegria, só comemoração — disse Diego Jardel, ressaltando que tem contrato até o final de 2017 e pretende permanecer no Leão para disputar a Série A.

Foto: Felipe Carneiro / Agencia RBS

Já Claudinei, que ouviu a torcida em coro gritar 'fica, Claudinei', afirmou que as conversas sobre sua permanência ainda não começaram, pois o foco do clube estava exclusivamente no retorno à Série A. Do alto do trio elétrico, falou de partidas difíceis na Ressacada, como contra o Paraná, quando o primeiro tempo terminou em 0 a 0, afirmou que a torcida "carregou o time no colo" e valorizou a dedicação dos atletas que participaram da campanha vitoriosa.

 — O mérito é dos atletas, que se doaram a mais, que correram e valorizaram cada ponto, e do apoio que vocês nos deram — discursou em frente à Ressacada, para delírio de milhares de torcedores, que não paravam de gritar "fica, Claudinei", "fica, Claudinei", "fica, Claudinei". 

Confira o especial do acesso:

Foto: Arte / DC

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