Com pênalti polêmico, Inter perde para o Corinthians e joga a vida no Beira-Rio - Esporte - O Sol Diário

Afundou21/11/2016 | 21h54Atualizada em 21/11/2016 | 23h34

Com pênalti polêmico, Inter perde para o Corinthians e joga a vida no Beira-Rio

Se não vencer na próxima rodada, equipe de Lisca pode ser rebaixada pela primeira vez na história

Com pênalti polêmico, Inter perde para o Corinthians e joga a vida no Beira-Rio Marco Galvão/FotoArena/Agência Lancepress/
Foto: Marco Galvão/FotoArena/Agência Lancepress
Rafael Diverio - Enviado Especial a São Paulo
Rafael Diverio - Enviado Especial a São Paulo

rafael.diverio@zerohora.com.br

Parece questão de tempo para o rebaixamento do Inter. Nesta segunda-feira, no Itaquerão, com estreia de técnico, a três rodadas do fim do campeonato, viu-se o de quase sempre neste Brasileirão: derrota. Sem vencer há seis meses longe do Beira-Rio, o time perdeu para o Corinthians por 1 a 0, gol de pênalti de Marlone, e agora precisa tirar, em dois jogos, três pontos do Vitória (ou quatro do Sport). A matemática da Série B pode ser oficial já na próxima semana. Se perder para o Cruzeiro, em casa, e o time baiano empatar com o Coritiba, o 2017 colorado será na segunda divisão nacional.

O primeiro Inter de Lisca teve uma surpresa: Aylon ganhou a vaga de Valdívia, na relação com o último time montado por Celso Roth. Paulão ficou ao lado de Ernando na zaga, Sasha e Anderson no meio, Geferson na lateral.

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Se havia algum temor sobre uma pressão de corintianos, sedentos por um rebaixamento do Inter, nada se confirmou nas arquibancadas. Acostumado a receber grandes públicos, desta vez o Itaquerão tinha vazios em todos os setores e suas 19.769 pessoas.

Mesmo assim, o começo do jogo foi dos donos da casa, atendendo aos poucos, mas barulhentos torcedores. Aos dois minutos, Paulão precisou salvar, de carrinho, uma conclusão de Romero dentro da área. A intensidade dos paulistas era mais forte, forçando o time gaúcho a se defender e afastar de todos os jeitos.

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E quando não tirou, Danilo fez milagre. Tudo começou quando Vitinho errou um passe no meio do campo. A bola chegou até Marquinhos Gabriel, que driblou William com facilidade e cruzou. Geferson tirou de cabeça. No rebote, Camacho, Marlone e Fagner tabelaram pela direita e o goleiro do Inter fez uma defesa impressionante, à queima-roupa, na conclusão de Camacho.

Devagar, o ritmo corintiano foi diminuindo e o Inter se estabilizou. Quase achou um gol, inclusive. Vitinho tentou cruzar, a bola desviou na zaga e enganou o goleiro Walter, que foi encoberto, mas passou ao lado da trave.

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Truncada, a partida só voltou a ter chance novamente aos 32 minutos. A zaga do Inter cortou mal uma tentativa de ataque corintiana, que, mais uma vez, partiu pela direita (esquerda defensiva). Fágner cruzou para trás e Marlone, da marca do pênalti, chutou por cima do travessão.

O Inter voltou do intervalo sem Vitinho, substituído por Seijas. Assim, Aylon foi para o centro do ataque. Aos nove minutos, foi repetida a frase mais repetida do futebol brasileiro: pênalti para o Corinthians. Em um levantamento para a área, Romero foi ao chão e o árbitro viu uma falta. Na cobrança, Marlone bateu forte, no canto, sem chances para Danilo.

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Imediatamente após o gol, Lisca tirou Sasha e colocou Nico López. O Inter até criou coragem. Geferson e Anderson tabelaram pela esquerda, mas a conclusão do meia foi fraquinha, na mão do goleiro. Mas mesmo a dedicação ao jogo esbarrava no nervosismo e na falta de qualidade. Por outro lado, o Corinthians aproveitava as brechas. Aos 26, Marlone arriscou de fora da área, no canto, mas a bola explodiu na trave. Depois, Vilson perdeu sozinho, de cabeça.

No final, na base da loucura, já com Valdívia no lugar de Aylon, o Inter se atirou para o ataque. Nico López foi o personagem, arriscando duas vezes de perna esquerda.

O Inter afundou.

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