"É muito triste saber que apitei o último jogo da vida dos caras", lamenta Daronco - Esporte - O Sol Diário

#ForçaChape29/11/2016 | 20h16Atualizada em 29/11/2016 | 20h37

"É muito triste saber que apitei o último jogo da vida dos caras", lamenta Daronco

Árbitro de Santa Maria trabalhou na partida entre Palmeiras e Chapecoense no último domingo

"É muito triste saber que apitei o último jogo da vida dos caras", lamenta Daronco CESAR GRECO/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO
Foto: CESAR GRECO/FOTOARENA / ESTADÃO CONTEÚDO

A consternação pela morte de jogadores, integrantes da comissão técnica, jornalistas e tripulantes do voo que levava a Chapecoense à final da Copa Sul-Americana na Colômbia repercute fortemente em todas as cidades do país. Em Santa Maria, como forma de homenagear a equipe do oeste de Santa Catarina, umgrupo de torcedores do Grêmio colocou faixas no Viaduto Evandro Behr, no Centro. Com os dizeres "Força Chape", "Agora será eterno Chapecoense" e "Chapecó", os tricolores penduraram três faixas no local.

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Árbitro do último jogo da Chapecoense, diante do Palmeiras pelo Brasileirão, o santa-mariense Anderson Daronco, 35 anos, lamentou a tragédia e relembrou de amigos que estavam no avião:

— A tristeza é grande. Tinha muitos amigos lá. O próprio Gobbato. Venho com uma lesão há muito tempo, e pedi para chamarem ele no domingo, antes do jogo, e ele prontamente me atendeu e deu alguns conselhos. O Cadu Gaúcho também. Apitei as últimas partidas dele como jogador profissional. A Chapecoense é uma equipe que sempre recebe a arbitragem muito bem. São pessoas que vinham fazendo um belo trabalho. É muito triste saber que apitei o último jogo da vida dos caras — comentou Daronco.

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Quem conviveu de perto com a paixão chapecoense fala sobre a ligação da torcida com o clube da cidade:

— A cidade é menor que Santa Maria. E lá tem um time só. A comunidade abraçou o clube. Lá, o pessoal sai com camisetas e bandeiras nas ruas — lembra Vinicius Ziegler Bandeira, 24 anos, que trabalhou como preparador de goleiros em equipes de categorias de base na Arena Condá nesta temporada.

"O sonho dele era trabalhar no futebol"

Outro que teve a oportunidade de trabalhar em Chapecó foi o goleiro Goico, ídolo do futebol santa-mariense:

— Chorei muito. É um turbilhão de sentimentos. Perdi companheiros de profissão e seres humanos incríveis — disse Goico.   

 
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