Rodrigo Faraco: análise da campanha do que foi o Avaí na Série B - Esporte - O Sol Diário

Especial21/11/2016 | 07h19Atualizada em 21/11/2016 | 07h20

Rodrigo Faraco: análise da campanha do que foi o Avaí na Série B

Colunista faz um especial sobre o que o Leão aprontou até o acesso

Rodrigo Faraco: análise da campanha do que foi o Avaí na Série B Leo Munhoz/Agencia RBS
Foto: Leo Munhoz / Agencia RBS

O mais fantástico da história que o Avaí escreveu é ter subido com uma rodada de antecedência. É um tapa na cara da dúvida. Da dúvida de qualquer um. Da dúvida que era de todos. Foi uma reviravolta que jamais vai ser esquecida. Que vai virar referência em futuras edições da Série B. Vão dizer ¿como fez o Avaí em 2016¿ ou ¿se o Avaí fez em 2016¿.Basta dizer que foram, até aqui, 42 pontos em apenas um turno. Basta dizer que das 19 vitórias que conquistou, 13 foram nesta segunda parte do campeonato. Com quase 80% de rendimento, o Avaí deixou para trás o fraco desempenho do turno para arrancar para a Série A com uma solidez invejável no returno.

Avaí é recebido com festa pelos torcedores na Ressacada e comemoração se estende até o Koxixo's

Ninguém, não! O Avaí está lá!

Quando o campeonato chegou ao fim do turno, escrevi: Não vai subir ninguém! Estava analisando o desempenho dos catarinenses na Série B e não via possibilidades de acesso para nenhum dos três. Nem Criciúma, que era na época o melhor, nem Avaí, que tinha bom aproveitamento em casa, mas era muito fraco fora de casa, e muito menos no Joinville. Acontece que tudo mudou e o Avaí inverteu a lógica e fez das suas. ¿Fez côza¿, como adora dizer o torcedor. E agora não há o que contestar. Há apenas o que reverenciar. O acesso do Avaí é algo a ser ressaltado. 


As mudanças fundamentais

Foto: Cristiano Estrela / Agência RBS

A primeira delas foi a chegada de Joceli dos Santos. Com seu espírito avaiano, o novo superintendente trouxe uma nova mentalidade. Mas trouxe mais. Trouxe Claudinei Oliveira, depois de tirar Silas, e trouxe Betão. O zagueiro e o treinador começaram a mudar a história do time. Claudinei acertou a defesa, organizou o time. E Betão acrescentou em liderança, qualidade e experiência. E teve mais. Teve a volta da referência do time, talvez do clube, que é o ídolo e capitão Marquinhos. Além disso, o aproveitamento de João Filipe, Capa e Lucas Coelho. Foi uma remontagem e uma reestruturação da equipe, praticamente com os mesmos jogadores que estavam antes no grupo, mas com uma visão mais competente e eficiente. 

Foto: Avaí FC / Divulgação

Craque da campanha azurra

Frase feita do futebol: todo time vencedor começa com um grande goleiro. Verdade absoluta. Renan foi o melhor goleiro da Série B. E ao contrário do Avaí que ele defendeu, o camisa 1 da Ressacada foi bem durante o campeonato inteiro, no turno e no returno. Com defesas marcantes e em momentos importantes, Renan salvou até no jogo contra o Londrina. Quando o jogo estava 0 a 0, fez duas defesas salvadoras. O goleiro chegou discreto no início da temporada e hoje já é um novo ídolo da torcida, que sonha com sua permanência. 

Foto: Janniter de COrdes / Agencia RBS

O que vi em Londrina

Vi um time preparado. Quando vi o treino na véspera, tive certeza do que poderia acontecer no jogo. Era uma mistura de descontração, união e trabalho sério. Era apenas o ajuste fino de tudo que foi visto durante o returno. Dentro de campo, no jogo, um time seguro e sólido, mesmo com a pressão do primeiro tempo. Mas muito ansioso nos 15 minutos finais. Era natural a ansiedade, afinal o objetivo estava muito próximo. Vi um Londrina frágil e uma torcida satisfeita com a campanha do time. Vi o terceiro acesso do Avaí em oito anos. E certamente foi o acesso mais maduro do Avaí.


 
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